Os altos índices de inadimplência registrados na região, como destacado ontem nos jornais Mogi News e Diário do Alto Tietê, ambos do Grupo Mogi News, infelizmente não surpreendem. O fato de aproximadamente um terço da população, que hoje soma mais de 1,5 milhão de habitantes estar com contas em atraso, reflete o grave momento econômico do país.
Com o desemprego alcançando números que há anos não eram vistos, não é difícil imaginar que grande parte da população não esteja conseguindo manter as contas em dia. O endividamento há muito não diz mais respeito apenas àqueles que gastam inadvertidamente além do que ganham, é a situação atual de inúmeros pais e mães de família que não conseguem arcar com as contas que assumiram em outros tempos.
Embora vez por outra alguns setores da economia deem sinais positivos, ainda há um longo caminho pela frente para que o país se recupere e volte a gerar emprego e renda. Sem reformas estruturais eficientes e um governo forte, que deve se arrastar até dezembro com os mesmos baixos índices de aprovação desde que assumiu e sem o apoio de antigos aliados, difícil que tenhamos um cenário mais favorável ainda este ano.
E ainda temos pela frente a Copa do Mundo e as eleições, que contribuem para desacelerar a maioria dos setores econômicos. A ida de milhões de eleitores às urnas, mesmo que possa representar uma reforma importante com a troca dos políticos de sempre, traz ainda mais incerteza sobre como será o futuro econômico e político. Entre os pré-candidatos, especialmente à Presidência da República, difícil apontar um que inspire a confiança e tenha o apoio necessário para realizar as mudanças que o país precisa.
O cenário assusta, mas é preciso manter o otimismo. O desemprego, dependendo da situação de cada um, pode ser uma importante oportunidade para empreender. Nem todo negócio exige um grande investimento e pode ser um novo começo profissional, contribuindo até mesmo para que a economia volte a girar da forma que o Brasil merece, sem os sobressaltos a que estamos acostumados.