Caminhoneiros de todo o país estão realizando um protesto contra o aumento do preço dos combustíveis promovido pelo governo federal. Esse tipo de aumento, segundo a Presidência da República, tem o objetivo de acompanhar o mercado externo na venda de barris de petróleo e as altas e baixas de dólar. Essa política volátil de preços pega os consumidores de surpresa, principalmente aqueles que utilizam o transporte em carros e caminhões como uma atividade remunerada.
O último reajuste no preço dos combustíveis ocorreu anteontem. A medida elevou em 0,97% o preço do diesel e 0,9% o da gasolina nas refinarias brasileiras. Esse percentual, na média, elevou a gasolina para o atuais R$ 4,284. Desde o começo do ano, esse combustível acumula 4,51% de aumento. Para o diesel, o novo custo médio nas bombas do país, subiu para R$ 3,595, porém, desde janeiro, esse derivado do petróleo acumula altas de 8%.
É possível imaginar que o reajuste não é alto e deveria afetar pouco os donos de veículos, entretanto, quando pensamos que um tanque de caminhão pode acomodar até mil litros, revemos as contas e conseguimos entender o protestos dos caminhoneiros.
A manifestação que atinge o Brasil desde ontem também é sentida no Alto Tietê, mais precisamente em Mogi das Cruzes. No bairro Vila Industrial havia protesto de motoristas contra a política de preços da Petrobras. Nossa reportagem foi até o local e ouviu os manifestantes, um deles chegou até a hostilizar nossa equipe, porém a maioria dos entrevistados explicou o motivo dos protestos.
É claro que com os caminhoneiros realizando paralisações, alguma coisa teria que mudar. Afinal somos uma nação que transporta as riquezas produzidas majoritariamente por meio rodoviário, e a parada forçou o governo a tomar uma nova atitude em relação aos insanos reajustes dos combustíveis fósseis. A partir de hoje haverá redução de 2,08% no preço da gasolina em 1,54% no do diesel. Esse episódio mostra que o povo tem força, mas precisa querer ser protagonista e não deixar tudo a cargos dos governos.