Há uma discussão praticamente unânime a respeito do desenvolvimento dos países na qual os avanços das nações só acontecem a partir do crescimento de setores considerados estruturais, como Educação e Saúde. Isso é indiscutível e existem exemplos espalhados no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, o modelo de subsistência de estudantes até o nível superior, com bolsas de estudo e benefícios, traz resultados visíveis. Em termos de competição em um mercado globalizado, todos os destaques saem dos bancos universitários.
O Japão pós-guerra também é um ótimo parâmetro. Destruído fisicamente por ataques de bombas e reduzido psicologicamente pela decomposição das famílias, o país conseguiu se reerguer a partir do renascimento das escolas e na crença de que as crianças poderiam superar a crise investindo nos estudos. O resultado foi igualmente positivo, com o avanço tecnológico estampado em setores como o automotivo e o eletrônico.
A questão da saúde não segue caminho diferente. Os países europeus têm tradição de programas completos, da infância à terceira idade. Nascer na Europa é muito bom; envelhecer pode ser melhor ainda. Os recursos destinados ao tratamento em hospitais públicos são auditados e, por isso, mais confiáveis. Sem desvios, os resultados surgem naturalmente.
Mais do que estabelecermos algum tipo de comparação, o essencial é compreendermos o sentido da inspiração. Copiar ou importar modelos bem sucedidos não diminui ninguém. Ao contrário, demonstra respeito e humildade. Boas propostas devem ser adaptadas para o contexto nacional e aplicadas como solução, sem o caráter experimental.
Na região, dois fatos reportados nas edições de ontem no Mogi News e no Dat podem explicar porque ainda estamos longe de alcançar o primeiro escalão do desenvolvimento. O primeiro anuncia uma parceria entre a Prefeitura de Mogi e a Fundação Lemann, que levará benefícios para 45 mil alunos da rede municipal. O segundo, infelizmente, fala de uma possível greve de professores em Poá reivindicando melhores salários. A distância é quilométrica.