Quando se trata de saúde, medidas preventivas são fundamentais, e o governo do Estado de São Paulo tem realizado uma mobilização importante para o combate à febre amarela, que teve a terceira morte pela doença confirmada na Grande São Paulo no último domingo. Em meio a tantos desafios no setor, é preciso reconhecer o empenho para oferecer a devida proteção à população contra a doença, preocupação não apenas do governo estadual como também das Prefeituras.
A partir de agora a vacinação, antes destinada apenas a áreas consideradas de risco, se estende a todo o Estado. O problema que antes parecia restrito à capital, onde diversos parques foram fechados no ano passado, cada vez mais vem se aproximando e fazendo das cidades da região, que têm grandes áreas de mata e uma extensa área rural, também possíveis polos para a propagação da doença.
O problema maior, porém, está localizado em Mairiporã onde mais de 20 pessoas estão com suspeita da doença. Mas a distância de mais de 70 quilômetros que separa, por exemplo, Mogi das Cruzes deste município, não é nada, quando se lembra que em Guarulhos já foram confirmadas três mortes de macacos pela doença. A cidade faz divisa com Itaquaquecetuba, Santa Isabel e Arujá, o que indica a presença de mosquitos transmissores próximos do Alto Tietê.
É preciso se precaver, procurar as unidades de saúde de sua cidade e buscar a imunização, seguindo as recomendações para a administração da vacina. O poder público está investindo na prevenção e cabe a população fazer a sua parte. Afinal, assim como ocorre com a transmissão da dengue, cujo número de casos é alarmante especialmente neste período do verão, não basta apenas a mobilização das Prefeituras, do Estado e até mesmo da União, é fundamental a colaboração de todos. Neste caso mais específico, mantendo a limpeza e evitando o acúmulo de água para que não se formem focos do vetor do mosquito Aedes aegypti.
E como tudo que diz respeito à nossa vida em sociedade, se cada um fizer sua parte, estaremos contribuindo para o bem-estar de todos.