O Ministério da Saúde anunciou, no mês passado, que pretende realizar um diagnóstico sobre a saúde mental do brasileiro. Nada mais coerente, principalmente nesses tempos em que estamos ficando cada vez mais loucos. A pasta já identificou diversas inconsistências em ações nos Estados e municípios, como má gestão dos recursos destinados a obras, baixa ocupação de leitos de saúde mental em hospitais e subnotificação nos registros de atendimento e produção.
O objetivo é investir mais de R$ 1 bilhão nesse tema. E o motivo é coerente. Com uma péssima saúde mental, o cidadão não consegue desenvolver suas qualidades e habilidades e, com isso, quem perde é o Estado como um todo, que não encontra profissionais capacitados para ocupar vagas de emprego e a qualidade dos serviços prestados à população não aumenta. Isso sem contar o crescimento de uma população sem potencial, limitada e incapaz de modificar situações.
A qualidade de vida de um município começa com uma boa gerência das escolas públicas. Mogi das Cruzes, por exemplo, melhorou nos rankings de todo o Brasil depois que começou a criar dezenas de creches e a reformar escolas. Investir na Educação também ajuda a melhorar a saúde mental das pessoas.
Infelizmente, é comum encontrarmos pessoas com algum desvio mental em bairros de baixa renda do Alto Tietê. Famílias que não conseguem se adaptar a mudanças por causa de uma falta de estrutura ou até de capacidade mental, devido à baixa instrução e o pouco apoio para superar traumas e problemas do cotidiano.
O investimento neste tema não é perda de tempo ou dinheiro, muito pelo contrário, é uma forma de tentar manter a sanidade das pessoas e a capacidade delas em viver e superar desafios do cotidiano. Com a evolução, somos bombardeados com informações negativas a todo momento e parece um milagre sobrevivermos em meio ao caos.
Quem possui melhores condições financeiras podem pagar por terapias, psicólogos, psiquiatras, aulas de massagem, meditação, yoga, acupuntura e vários outros meios de curar o stress e a loucura que atormenta nossas mentes. Já as pessoas menos favorecidas se apoiam nas igrejas. Porém nem todas possuem a mesma fé.
Sem dúvida, o novo mundo exige investimentos na saúde mental, caso contrário estaremos cada vez mais loucos e sem capacidade de raciocinar e tomar as decisões certas para um futuro melhor.