A publicidade vende ao público boas histórias, descritas com imagens que enchem os olhos, para divulgar um produto ou uma marca. A ideia é estabelecer laços com o consumidor, seja com o uso ou não de frases de efeito e jingles difíceis de esquecer. Assim também acontece nos governos municipais, estaduais e Federal, que, com certa frequência, se utilizam da propaganda para "vender" as obras e projetos realizados, e para se mostrar à disposição da população.
Porém, este momento da prestação de contas não pode ser fundamentado em promessas, mas, no que realmente foi feito e fez a diferença na vida da população. Não é o que vimos no recente vídeo institucional do governo de São Paulo, como destacado na reportagem divulgada ontem pelos jornais Mogi News e Dat.
A propaganda do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) se baseia nas promessas feitas para as cidades da região, alardeadas nas muitas vindas do governador. São projetos incompletos ou que não saíram do papel. Iniciativas que em algum momento certamente o leitor já ouviu falar, mas, não tem ideia de quando vai efetivamente se realizar. Entre os exemplos, em Mogi, o novo Fórum, inaugurado em abril deste ano, mas que ainda não está em funcionamento, além da reforma das três estações de trem - Jundiapeba, Mogi das Cruzes e Estudantes, que seguem indefinidas. Sem falar de verdadeiras "lendas", como a Marginal do Una e o Hospital das Clínicas, em Suzano e, ainda a estação de trem da cidade que espera uma segunda etapa de obras.
O governo do Estado vende benefícios que o Alto Tietê ainda aguarda. São melhorias necessárias para o transporte e a saúde, principalmente, que são esperadas há anos, e que, certamente, afetaram positivamente os moradores da região. Esperemos que o marketing se efetive em ações, e que as obras e serviços propagandeados sejam verdadeiramente concluídos. Cabe às autoridades da região e à sociedade cobrar o governador e sua equipe para que tudo que foi apresentado na propaganda se torne realidade, ou pelo menos, esteja próximo disto.