Mogi das Cruzes reinaugurou anteontem o Casarão do Carmo, um dos imóveis mais antigos e que representa bastante a história da cidade. No local, um museu cheio de fotos, móveis e objetos antigos. Aliás, o município é um dos que mais preservam o passado da região do Alto Tietê, tendo o prédio da Banda Cecília, da Secretaria de Cultura, o Theatro Vasquez e várias igrejas como cartões postais de uma Mogi que não abandona suas raízes.
O valor dessa manutenção da história é mais importante do que muitos imaginam. Não se trata apenas de relembrar o passado, mas de fortificar os acontecimentos do município, dar a real importância aos lugares e conquistas da cidade e mostrar aos jovens que o lugar onde eles moram já passou por várias situações, que a fizeram ser o que ela é. Em uma análise simples, é preciso conhecer o passado para entender o presente e esperar algo do futuro. Portanto, a manutenção da história tem um valor extremo.
Outras cidades da região também precisam cuidar de seus bens históricos. Suzano tem uma das igrejas mais antigas do Brasil no distrito de Palmeiras, por exemplo. Itaquaquecetuba conta com um Museu Municipal interessante no centro da cidade. Tudo isso é cultura para os moradores e agrega mais que conhecimento, cria valor para as pessoas.
Sem contar outro aspecto dos prédios antigos, que é a decoração e o cuidado com os detalhes. Ao entrar nesses imóveis, é fácil perceber como as peças são bem cuidadas, e por isso duram tanto tempo. Muito diferente do material (seja móveis ou produtos) que compramos nos dias atuais, onde quase tudo é facilmente descartável e de durabilidade duvidosa.
Um imóvel do mundo moderno é, normalmente, claro, com peças metálicas e pouca cultura. Os prédios antigos são cheios de quadros, fotos, cadeiras, tapetes, entre outros itens que contribuem para passar alguma mensagem. É uma forma de manter nas pessoas a importância dos detalhes, da vida das casas. Sem isso, os prédios atuais continuarão sempre vazios, brancos ou cinzas, e sem história ou conteúdo algum para as próximas gerações.