Ao andar pelas ruas dos centros dos municípios do Alto Tietê, o cidadão consegue perceber os sinais da crise econômica que devastou todo o País. É como uma cidade norte-americana atingida por um furacão. São centenas de imóveis comerciais abandonados, largados, vazios e sem sinais de vida. Aos poucos, vemos alguns comerciantes tendo ideias novas e retomando o crescimento. Sem dúvida, serão eles os mais beneficiados quando a situação melhorar por completo.
O ano de 2018 tem tudo para se tornar melhor do que este e, quem sabe, trazer de volta o otimismo para empresários e empreendedores. Está nas mãos deles o futuro econômico do País. Sabemos que nos dias de hoje, muitos investidores estão segurando o dinheiro com medo de saírem perdendo nesse clima de insatisfação causado pela crise.
Nos municípios da região, são poucos os empreendedores que estão dispostos a passar por essa má fase com garra e perseverança. No entanto, é preciso entender que tal esforço se faz necessário para manter a roda girando. Até porque, se todos os empresários decidirem cruzar os braços e esperar a tempestade passar, muita gente vai passar fome.
Como disse o ex-prefeito de Mogi das Cruzes Marco Bertaiolli (PSD), é preciso usar muito a criatividade para realizar um bom trabalho no período de crise econômica como essa que enfrentamos. Sem capacidade de criar coisas novas, melhorar a situação exige inteligência e determinação. Por isso, agora é a hora dos profissionais capacitados, que estudaram bastante durante muitos anos.
Uma pena vermos tantas pessoas "encostadas" em cargos políticos e públicos, apenas esperando a maré ruim passar, colocando a culpa no presidente da República e nos políticos corruptos. Sem dúvida, essa postura só contribui para que a situação não melhore, não mude verdadeiramente. O trabalhador que tomar uma atitude hoje, diante de tantos problemas, precisa entender que essa pode ser sua chance de se tornar diferente dos demais, sair do lugar comum e ajudar os outros.
Agora que o pior parece já ter passado, quando pensamos na economia e na geração de empregos em todo o Brasil, a nossa região precisa de empreendedores, de pessoas com coragem de assumir riscos. Por enquanto, ainda vemos os centros das cidades vazios, tristes e sem vida. Que a crise econômica não nos traga uma crise de identidade nem nos impossibilite de acreditar em dias melhores.