As dez cidades do Alto Tietê ainda têm características de municípios interioranos, com muitas famílias humildes e até mesmo sua infraestrutura antiga em alguns aspectos. A proximidade com a capital paulista traz um ar de modernidade aos centros, mas ainda vemos senhores com chapéus, carroças cruzando as avenidas principais e muitas casas construídas nas áreas rurais. Os últimos dez anos modificou muito a forma de se viver no Alto Tietê e essa evolução deve crescer mais rapidamente daqui para frente.
Mogi das Cruzes é o melhor exemplo disso. No final dos anos 1990, o mogiano podia contar quantos prédios existiam na cidade, o que hoje é impossível, tamanho o crescimento vertical dos empreendimentos imobiliários. O avanço da Internet e dos equipamentos eletrônicos modificou a vida dos moradores, e hoje eles estão conectados o tempo inteiro, principalmente nos terminais de ônibus - com wi-fi grátis -, e nas principais áreas do centro.
Os demais municípios da região também evoluíram, porém alguns ainda sofrem com o provincianismo de outras épocas e de políticos que aparentemente pararam no tempo e ainda teimam em aceitar as novidades do mundo moderno. Nesse momento, uma dúvida surge na cabeça da população: manter as características da cidade de interior ou evoluir para se tornar mais um município do futuro? A verdade é que a economia não lhes dá muita opção para responder esta questão.
Na semana passada, o prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB), esteve em uma viagem aos Estados Unidos, onde participou de reuniões e conheceu políticas de cidades norte-americanas. Essa foi apenas mais uma ação do chefe do Executivo voltada ao futuro. Ele tem mostrado que busca em sua gestão contribuir para que Mogi avance na questão da tecnologia e se aproxime de municípios modernos no Brasil, talvez até de outros países. Uma iniciativa ousada, mas justa, uma vez que Mogi tem se destacado em quase todos os rankings de qualidade em que participa.
Sem dúvida, as dez cidades do Alto Tietê são problemáticas para se administrar. Vemos as crises pelas quais passam Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano, onde seus prefeitos não têm conseguido grandes conquistas desde o início de seus mandatos. No entanto, há outros caminhos e utilizar a força de vontade e a criatividade para desenvolver algo novo é um diferencial e tanto nestes tempos. Olhar para uma boa administração e pedir conselhos pode ser melhor do que se afundar em uma gestão calcada no coronelismo e no passado.