Quando estiver pronto, o Corredor Leste-Oeste será uma importante via para desafogar o trânsito de Mogi das Cruzes, sem dúvida, mas será também algo que acarretará em um impacto muito positivo para os motoristas de toda a região, especialmente aqueles que vêm de Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba. Seja por causa do trabalho, lazer ou qualquer outro motivo, não é necessário muito esforço para imaginar que esse incremento na mobilidade urbana, ligando Jundiapeba, Brás Cubas, Vila Industrial e centro, será vital diante da sobrecarregada rodovia Henrique Eroles (SP-66), denominada avenida Lourenço de Souza Franco e avenida Francisco Ferreira Lopes no trecho mogiano.
Os serviços já completaram um ano e quatro meses de andamento. Em Jundiapeba, a avenida Guilherme George ganhou uma outra cara. Situação abruptamente contrastada após o limite com Suzano, onde se torna avenida Jorge Bey Maluf, carente da infraestrutura de primeira da cidade vizinha. Um lamento só, é a palavra que mais cabe na comparação. E quem anda por ali sabe que a realidade é essa, em especial à noite, um risco total.
Por outro lado, se os serviços do Corredor Leste-Oeste estão concluídas ali e em bom ritmo na outra ponta, na Vila Industrial, o mesmo não se observa no meio, entre Jundiapeba e Brás Cubas. Ontem, recém-chegado de sua incursão pelos Estados Unidos em busca de apoio, recursos e expertise, o prefeito mogiano Marcus Melo (PSDB) disse aos jornalistas durante coletiva de Imprensa que o impasse que travou a obra naquele trecho está próximo de ser superado. Segundo ele, as documentações faltantes foram providenciadas e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), em breve, irá liberar as licenças necessárias para que os trabalhos possam ser executados nessa região próximo ao rio Jundiaí.
A notícia de Marcus Melo surge logo após a Prefeitura ter publicado a formalização de um termo aditivo no valor de R$ 9,7 milhões ao contrato assinado com a GG Mogi, responsável pela obra, já batizada de Avenida das Orquídeas. Trata-se de um montante um tanto ou quanto chamativo, que elevará o custo da implantação da via para R$ 98,2 milhões. Apesar disso, ao contrário da maioria das cidades da região, a fiscalização e o andamento da obra aparentam eficiência, celeridade e transparência. Nada fica nebuloso, pelo menos até agora. E o que se sabe é que logo, logo, haverá uma nova avenida local que terá importância muito mais ampla, regional. Que sirva de inspiração às demais.