Entre os principais desafios das cidades do Alto Tietê está a vontade de se modernizar, de atender às necessidades da população e de manter as características históricas. Um dos maiores problemas é, sem dúvida, o trânsito. O crescimento populacional nos municípios causou um enorme problema de tráfego de veículos. Sem grandes avenidas que possam servir de corredores, os motoristas ficam presos em ruas pequenas, dividem o espaço com os carros estacionados, com as pessoas que andam pelo centro e, inevitavelmente, ficam presas no trânsito.
Um bom exemplo deste problema é o fato de, em horário de pico e em dias de chuva, por exemplo, o simples trajeto de Mogi das Cruzes a Suzano, pela rodovia Henrique Eroles (SP-66), levar mais de 40 minutos, tempo gasto para chegar de Mogi até São Paulo ou Bertioga em dias normais. Quem decide passar pelos centros das cidades no horário de almoço ou no final da tarde também sofre, reclama e se desgasta com a demora.
Em Mogi, o problema se concentra na rua Doutor Corrêa, em frente ao Teatro Municipal, na rua José Bonifácio, em trechos da rua Ipiranga e nas minúsculas vias da região central próximas ao Mercado Municipal. Para tentar melhorar o tráfego, a Prefeitura retirou algumas vagas de estacionamento no centro. Um túnel já foi inaugurado perto da estação e outro está para ser entregue. Ou seja, a administração tenta resolver a questão, apesar de ser bem complicada, visto que a cada ano aumenta o número de veículos nas ruas.
Em Suzano, a questão do trânsito também é um problema. As duas principais vias do centro - as ruas Benjamin Constant e General Francisco Glicério - conseguem irritar qualquer motorista. Se você está do lado direito da via, em poucos minutos terá de frear atrás de uma van ou de um ônibus que param nos pontos e demoram para sair; já se você está na faixa da esquerda, inesperadamente terá que frear bruscamente, pois motoristas mal educados costumam sair da vagas de estacionamento sem olhar para trás. A fluidez nessas vias é praticamente impossível.
Além das ações das Prefeituras, que precisam ser constantes, a educação do motorista poderia ajudar bastante a desafogar o trânsito nas cidades. Sem dúvida, 50% do problema está relacionado à falta de conhecimento de motoristas em acessar outras vias e de sua má educação em respeitar o espaço dos demais veículos. O trânsito necessita de especialistas e estudiosos para entendê-lo e melhorá-lo. Um problema constante que, sem ações, aumenta rapidamente e trava as ruas das cidades.