Suzano, finalmente, deu início ao prometido serviço de tapa-buracos. Após quatro meses de burocracia por causa da necessária licitação para contratar uma empresa que realizasse os trabalhos no município, enfim, os moradores podem acreditar que os buracos serão tampados agora. Mas são tantos e se multiplicam em uma velocidade tão grande que temos dúvidas se veremos a cidade bonita como tanto sonhamos.
Em Mogi das Cruzes, com muito menos burocracia, mas também com alguns buracos, este tipo de serviço tem sido a salvação nos últimos anos para trafegar em vias não tão esburacadas. Se formos para outras cidades da região, como Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, o problema continua. A conclusão a que podemos chegar é de que o asfalto utilizado para as ruas e avenidas do Alto Tietê são ruins ou péssimos.
Sabemos que todo produto tem um preço e o mais barato muito vezes sai caro. Sonhamos com aquelas avenidas e autoestradas dos Estados Unidos, sem um buraco sequer. Pistas lisas, retas, ótima sinalização e acostamentos sempre bem cuidados. Não é uma ilusão, é possível. Algumas cidades brasileiras contam com as melhores vias para se trafegar com automóveis e isso graças a apenas o bom senso de um prefeito e de vereadores dispostos a ajudar as pessoas.
Por que será que o asfalto de algumas rodovias, como a Ayrton Senna (SP-70), por exemplo, parece melhor que o da rodovia Índio Tibiriçá (SP-31)? Será que o material é o mesmo, que a manutenção é a mesma? Algumas estradas da região são extremamente perigosas e podem causar acidentes gravíssimos. Portanto, o serviço de tapa-buracos é necessário, deve ocorrer de forma constante, mas não soluciona nada, é apenas um curativo, não o remédio.
Atualmente, quem trafega pela rodovia Henrique Eroles (SP-66), na divisa de Suzano com Poá, sabe o que são buracos grandes na pista. Algumas crateras fazem com que motoristas tenham de fazer manobras rápidas e arriscadas. Com isso, a SP-66, principal via que liga várias cidades do Alto Tietê pode ser considerada uma das piores para o tráfego.
Outra questão que chama a atenção é o fato de Prefeituras tentarem ignorar suas responsabilidades em relação a rodovias. O tradicional jogo de empurra-empurra deixa a população na mão. Prefeitos deveriam prestar mais atenção e notar que se eles agirem com bom senso farão com que a sua cidade seja beneficiada e não o governo do Estado. Não é uma briga, mas uma necessidade de sua população. Além, é claro, de um belo cartão de visita para quem chega ao município.