O fim do ano está chegando, e com ele vem o período das fortes chuvas, o que deixa autoridades e população em estado de alerta. A preocupação maior é voltada àqueles que vivem em áreas com risco de enchentes e desabamentos. Infelizmente, é recorrente centenas de famílias ficarem desabrigadas com apenas dez minutos de chuva, que começam no fim do ano e terminam apenas depois de março.
E já é pensando em minimizar os estragos e a fim de ficar longe dos trágicos noticiários que obras importantes são realizadas em alguns municípios do Alto Tietê, como, por exemplo, o desassoreamento de 44,2 km do rio Tietê, no trecho compreendido entre o córrego Três Pontes, no limite entre São Paulo com Itaquaquecetuba, e o córrego Ipiranga, em Mogi das Cruzes. Os trabalhos começaram no dia 21 de agosto e, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em visita que oficializou o início das obras, a previsão de término é de 18 meses.
Por enquanto, máquinas trabalham às margens do rio para fazer a limpeza. E todos nós estamos "de olho" na importante promessa feita pelo governador, quando afirmou que a apreensão da população do Alto Tietê com relação às enchentes tende a diminuir. A previsão feita por ele é animadora, ao estimar que os problemas de enchentes aos moradores do Alto Tietê serão minimizados em torno de 40% já no ano que vem e, no verão de 2018, Mogi, Itaquá e Suzano não sofrerão mais com problemas causados pelo transbordamento do rio.
Moradores, principalmente de Mogi e Itaquá, aguardam por essa limpeza do rio Tietê há quase 20 anos. Os bairros do Rodeio, Mogilar e Ponte Grande, por exemplo, sofrem todos os anos com o transbordamento do rio e guardaram bem a promessa feita pelas autoridades.
A "impermeável" Poá também se mostra preocupada com o problema que assombra o município todos os anos, por isso, a obra do piscinão, na Vila Romana, segue em ritmo acelerado. Com 75% dos trabalhos finalizados, a previsão é de que a primeira fase do piscinão esteja pronta em dezembro deste ano.
Importante também é que a população, além de cobrar melhorias dos políticos, faça a sua parte exigindo mais consciência dos próprios munícipes, já que, no caso do desassoreamento do Tietê, é comum encontrar lixo e entulho às suas margens. Afinal, não adianta pagarmos pela obra e achar que nossa parte está feita. São necessárias algumas mudanças de hábitos para que o investimento feito não seja jogado fora em alguns anos.