Acredite se quiser: uma viagem de Mogi das Cruzes até Suzano pode durar 40 minutos ou mais; passar de carro pelo centro mogiano costuma demorar quase meia-hora no início da tarde; trafegar por avenidas movimentadas da região, como a Ítalo Adami, em Itaquaquecetuba, e a avenida Brasil, em Poá e Ferraz de Vasconcelos, também pode colocar em risco a pontualidade dos motoristas. Ou seja, o trânsito tem seus problemas no Alto Tietê.
Em 16 de agosto começa a campanha eleitoral para prefeito e vereador. Importante que os candidatos da região lembrem deste setor, que faz muita diferença na vida das pessoas. Muita gente utiliza, por exemplo, a rodovia Henrique Eroles (SP-66) para ir às faculdades de Mogi e enfrentam um enorme congestionamento nos horários de pico.
Uma obra que vai criar uma nova via entre Mogi e Suzano está em fase de construção, porém, mais projetos devem ser criados para melhorar o trânsito. A qualidade é outro ponto questionado. Buracos e Suzano têm se tornado sinônimos para os mais revoltados.
Há que se dizer que muita coisa melhorou nesta área, e que em Mogi, por exemplo, a expectativa é que daqui a poucos anos teremos um trânsito muito melhor, uma vez que o túnel na área central estará construído e os motoristas terão nova opção.
Apesar disso, dificilmente vemos alguém elogiar o trânsito na região. Trafegar em áreas como a região da Casa Branca, em Suzano, na estrada dos Fernandes ou na estrada de Santa Mônica, faz o motorista sofrer, sabendo que terá problemas com seu carro, devido a tantos buracos e irregularidades nas pistas. Comprar um carro 0km e dirigir nessas vias, então, a dor só aumenta.
Até o momento, o que temos visto por parte dos candidatos são as tentativas de buscar apoios para suas campanhas. O próximo passo será a criação de projetos para os municípios. O eleitor que mora em bairros precários deve ficar esperto. Não acreditar apenas nas promessas, mas prestar atenção se o candidato tem um plano para o trânsito da cidade e está disposto a lutar por melhorias das vias precárias.
Se há um momento em que o poder está nas mãos do povo é agora. Escolher políticos que estejam interessados em trabalhar e não em passar quatro anos sentados em uma cadeira vendo os problemas se acumularem e não fazer nada a respeito. Que os eleitores fiquem atentos para saber quem é competente para realizar e quem é apenas um candidato disposto a se acomodar em um bom cargo público.