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Entrar no Maracanã lotado, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, carregando a bandeira brasileira, será "uma honra indescritível", afirmou ontem o velejador Robert Scheidt, ao comentar a possibilidade de voltar a ser porta-bandeira do Time Brasil no próximo dia 5, quando começa oficialmente a competição. Em 2008, nos Jogos de Pequim, Scheidt carregou a bandeira brasileira.
Na Rio 2016, o porta-bandeira da delegação brasileira está sendo escolhido em votação popular entre três atletas: o líbero de seleção brasileira de vôlei Serginho, que obteve uma medalha de ouro em Atenas, em 2004, e duas de prata, em Pequim e em Londres (2012), Yane Marques, medalha de bronze no pentatlo moderno, em Londres, e Robert Scheidt. O velejador, que vai disputar a sexta olimpíada, é o atleta brasileiro que mais obteve medalhas nesse tipo de competição: duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Em seguida, vem o também velejador Torben Grael, que conquistou duas medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.
Sobre a possibilidade de novamente levar a bandeira, Scheidt disse que estar à frente do Time Brasil, formado por 465 atletas, seria uma honra muito grande. "É um momento mágico para qualquer atleta entrar com o bandeira de seu país em uma olimpíada, principalmente quando é disputada em sua casa", afirmou Scheidt, que está com 42 anos.
Se Scheidt for o escolhido, dividirá a honra com a mulher, a velejadora Gintare Scheidt, porta-bandeira da Lituânia, seu país de origem. "Será muito legal se isso acontecer, se nós dois formos escolhidos", disse o brasileiro.
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