Eleitor tenha certeza: há político honesto! O político não pode ser ingênuo ou agir como uma "virgem vestal do templo" como da antiga Roma. Há cidadãos que são verdadeiros pedintes. Os políticos ingênuos, se é que existem, são enganados pelo eleitor. Mas há os políticos demônios que enganam, roubam, cometem fraudes e são malandros.
Dificilmente algum eleitor procura um parlamentar, prefeito ou governador para dizer-lhe: "Senhor! Estou aqui para trazer-lhe a minha contribuição e ideias". É a cultura do pedinte e dos favores. Isto permite dizer que embora exista político que age e demonstre ser anjo, dentro de si há um demônio pronto para atacar os incautos e roubar-lhes até a alma, para obter vantagens. O mesmo acontece com certos eleitores. O comportamento do mau político não educa o eleitor, mas, ao contrário, ensina, através do seu péssimo exemplo que a vida na política é para os "espertos".
Os integrantes das classes alta e média cometem atos fraudulentos, tais quais as pessoas da classe baixa. No entanto, os mais letrados e mais abastados têm vergonha dos seus atos e não desejam que ninguém descubra. Por isso, agem como anjos, mas dentro de si, o anjo fica bem guardado e protegido, apagando os rastros deixados pelo demônio. Diante das facilidades e do poder conquistado, revela-se o demônio e este está na frente como um escudo, dando péssimos exemplos. Os políticos ingênuos, se é que existem, são enganados também pelo eleitor. Um tentando obter vantagem do outro. Os políticos criminosos que buscam o locupletamento ilícito ou que agem com o intuito de obter benefícios pessoais são organizados e assustam. Fazem um grande teatro e sabem agir como anjo e demônio ao mesmo tempo, teatralizam e poderiam muito bem fazer novelas. Quem quiser instalar em sua comunidade um caminho de luz e de cultura, deve espantar os demônios e o oportunismo. Caso contrário, os políticos demônios conquistarão o poder e nos escravizarão, através dos saques dos cofres públicos. Os maus políticos saem da sociedade, assim como os criminosos. Portanto, ao acusar alguém faça uma análise e verifique antes os seus próprios atos e erros, pois ninguém é santo ou perfeito.