O Brasil pode economizar bilhões de reais se realizar um pente fino na concessão de benefícios. Ontem, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, lembrou que uma das metas do governo de Michel Temer (PMDB) é evitar excessos nos programas sociais e também no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principalmente na concessão do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez. Para se ter uma ideia, os gastos apenas com o auxílio-doença são de mais de R$ 23 bilhões ao ano para a União. O governo sabe que existem esquemas para beneficiar aproveitadores e quer acabar com eles.
Uma das falhas do sistema atual seria a triagem que é feita para renovar benefícios. Muitas pessoas acabam não realizando uma atualização correta das informações e continua recebendo os valores, mesmo quando já não se enquadram no determinado perfil de beneficiário. Isso ocorre também em programas sociais como o Bolsa Família. No ano passado, alguns deputados federais chegaram a criar um projeto de lei para melhorar a caracterização das famílias e fazer com que o governo pare de pagar os valores para quem já não tem mais os requisitos do programa. Por algum motivo estranho, o projeto não seguiu adiante.
Como todos falam quando se trata de saúde, é mais barato prevenir do que remediar. Um investimento forte em fiscalização e investigações, como é o caso da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, pode causar pequenos prejuízos, mas a tendência é que no futuro o País colha os frutos de ter retirado de cena os corruptos e seus esquemas fraudulentos. Uma boa dose de atenção e revisão pode gerar uma economia bilionária aos cofres públicos, o que eliminaria as chances de termos inflação alta, aumento dos preços e das taxas de juros.
O Brasil é um país cheio de riquezas e grande potencial de desenvolvimento. Infelizmente, grande parte da população tenta levar vantagens em praticamente qualquer situação. São as vendas piratas, os acordos empresariais e a politicagem desonesta que vemos nos jornais e telejornais. No entanto, nunca o País desistiu de buscar melhorar sua situação. Sempre tivemos interessados no bom senso, na ética e na Justiça. Como tem ocorrido atualmente.
Que não só o governo federal melhore sua fiscalização na concessão de benefícios, mas também os governos estaduais e as prefeituras refaçam suas formas de liberar verbas e realizar acordos. Um ajuste na engrenagem pode fazer toda a diferença para a máquina funcionar melhor.