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Os mercados financeiros globais tiveram forte queda ontem com o anúncio da saída do Reino Unido da União Europeia. Alguns bancos centrais ofereceram proteção financeira e anunciaram que estão monitorando os efeitos da decisão dos britânicos.
O Brexit - união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês) - levou ao fortalecimento do dólar frente a outras moedas e à queda do preço do petróleo. O barril de petróleo Brent, para entrega em agosto, abriu nesta sexta-feira em forte baixa, cotado a US$ 48,21 em Londres, com queda de 4,14% em relação à sessão anterior.
Na Europa, o Banco Central Europeu anunciou que está pronto a disponibilizar liquidez (recursos disponíveis) adicional, se necessário, em euros e em moeda estrangeira. O Banco da Inglaterra disse estar pronto para oferecer recursos adicionais de 250 bilhões de libras (US$ 347 bilhões) e pode adotar outras medidas necessárias.
O Banco do Povo da China informou que está monitorando os desdobramentos da decisão dos britânicos e que vai manter a liquidez e a taxa de câmbio basicamente estável. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também informou que está monitorando os efeitos do Brexit no mercado financeiro global, em cooperação com outros bancos centrais. O banco central americano acrescentou que está preparado para prover liquidez em dólar.
No Brasil, o Banco Central (BC) também informou, por meio de nota, que está monitorando continuamente os efeitos da decisão dos britânicos de deixar a União Europeia nos mercados global e doméstico. O BC afirmou que adotará as medidas adequadas para manter o funcionamento normal dos mercados financeiro e cambial.
"A economia brasileira tem fundamentos robustos para enfrentar movimentos decorrentes desse processo, especialmente [um] relevante montante de reservas internacionais, o regime de câmbio flutuante e um sistema financeiro sólido, com baixa exposição internacional.
Em plebiscito realizado anteontem, cidadãos britânicos decidiram, por maioria de 2%, a saída do Reino Unido da União Europeia. O resultado da consulta foi divulgado nas primeiras horas da manhã de hoje.
Em declaração ao país, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou que renunciará ao cargo. Cameron, que deve deixar o posto em outubro, sempre se manifestou a favor da permanência do Reino Unido no bloco europeu e, durante os meses que antecederam a consulta popular, afirmou que o Brexit poderia trazer graves consequências ao país.
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