A vida tem várias partes, vários capítulos, várias facetas. Somos filhos, maridos, irmãos, amigos, profissionais, conhecidos, a pessoa da frente na fila, a pessoa de trás na fila, aquele que pisou no seu pé, aquele que teve o pé pisado, e por aí vai.
Na minha vida, um dos capítulos que eu mais gosto, e isso com certeza, é aquele em que sou professor. Se algum dia eu sonhei em ser professor, foi apenas um sonho, nunca foi um plano. O convite foi surpreendente, quando percebi estava em uma sala de aula. A experiência foi e é empolgante, desde o primeiro dia e até hoje. Tem que ser assim.
Eu não possuo a ousadia de achar que ensino, ou já ensinei, algo para alguém. A grande verdade é que vou para a sala de aula para compartilhar conhecimento. Compartilhar o que aprendi com outras pessoas. A aula é uma troca e nessa troca sempre ganhei. Não há maior fonte de informação do que vários estudantes no ato de estudar.
O o segundo semestre de 2016 marca o meu retorno às salas de aula, após dois anos de afastamento. A felicidade por voltar a fazer algo que gosto tanto é gigantesca. Também é gigantesca a sensação de vitória, quando retomamos a nossa vida por completo.
Ao retornar fui surpreendido (sempre sou surpreendido e ser surpreendido torna a vida mais interessante). Recebi a atribuição de lecionar Redação Forense II aos alunos do sétimo semestre. Ao ler o conteúdo programático da matéria me empolguei muito. Durante um semestre eu compartilharia com os alunos o meu entusiasmo quanto à escrita no direito, principalmente na atividade de advogar, escrever para convencer e vencer.
Minhas expectativas se confirmaram, o semestre foi incrível. Tratamos de técnicas de escrita e de estratégias na defesa das causas. Encontrei duas salas (sétimo matutino e sétimo noturno) incríveis. Duas salas formadas por alunos incríveis. Escrevo esse texto, exatamente, com esse motivo: homenagear esses alunos.