Apenas quatro dias após o ataque terrorista na boate Pulse, em Orlando, na Flórida - que deixou 50 pessoas mortas e vários feridos -, a cidade vive mais uma tragédia. Desta vez, a vítima foi um menino de dois anos, que passava férias com os pais na Disney e estava hospedado em um hotel localizado no complexo do parque temático.
A criança estava molhando os pés nas águas de um lago artificial, cercado por uma área de mata, quando repentinamente um jacaré o abocanhou. O pai do garoto, desesperado, ainda tentou arrancar o filho da boca do réptil e a mãe da vítima também chegou a pular na água. No entanto, os pais não obtiveram sucesso, diante do violento ataque, e a criança foi arrastada para dentro da lagoa pelo animal. No começo da noite de ontem, os policiais que faziam as buscas pelo local encontraram o corpo da criança intacto e sem vida na água.
O terrível acidente ocorrido com o menino remete, automaticamente, a outro triste episódio relatado semanas atrás: o de uma criança que caiu na jaula onde ficava um gorila, em um zoológico de Ohio, nos Estados Unidos. O garoto despencou de uma altura de quatro metros, em um instante de distração da mãe, e foi arrastado pelo primata dentro da água existente no espaço, deixando os pais da criança e os frequentadores do zoo apavorados. Por sorte, houve um final menos trágico, pois, não vendo outra saída, a direção do estabelecimento autorizou que atirassem no gorila, que teve sua vida tirada para poupar a do garotinho.
O sacrifício gerou protestos acalorados por parte de defensores dos direitos dos animais, que criticaram a interferência do homem na vida dos bichos, obrigando-os a ficarem confinados em lugares diminutos, apenas para satisfazer a curiosidade humana. Houve quem exagerasse e culpasse até a mãe da criança, acusando-a de desleixo.
O fato é que tragédias acontecem e que, embora não seja certo enjaular nenhum animal, especialmente os selvagens, é prematuro culpar quem já sofreu por ver o filho ser atacado de forma tão inesperada. Talvez seja o caso de verificar se o parque e o zoológico sabiam dos riscos de alguém cair em alguma jaula ou, como aconteceu ontem, de ser atacado por um jacaré dentro do lago.
No Brasil, no verão, volta e meia crianças também se afogam ao ser sugadas em ralos de piscinas de parques aquáticos. Por isso, é preciso que os pais fiquem bem atentos e pesquisem bem aonde levam seus filhos. Em se tratando, principalmente, de crianças, todo cuidado é pouco.