Semana terrível a que passou. Triste demais para quem ainda enxerga o próximo, para quem consegue sentir um pouco da dor do outro.
Foi um acidente trágico na rodovia Mogi-Bertioga em que 18 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas e, logo em seguida, o absurdo atentado em Orlando que matou 50 e deixou outro grande contingente machucado.
Casos distintos em que ainda não se sabe bem o que ocorreu, mas, com grande tendência de se tratar de um acidente sem elemento humano provocador de maneira deliberada e, no outro, provavelmente, mais uma ação terrorista.
O fato é que estamos à mercê da dor, e a dor é algo que pode ser experimentado por qualquer um de nós, a qualquer momento, tamanha a nossa fragilidade e a complexidade de detalhes que dão causa às mais inesperadas ocorrências em nossas vidas.
Talvez, portanto, este seja mais um momento propício para refletir sobre como temos encarado as nossas vidas e, também, como temos enxergado a vida dos que nos cercam, ainda que efêmera ou transitoriamente. Imaginar a dor que sentiram os que se foram e a dor daqueles que deixam para trás é um exercício que pode nos levar a uma maior resignação, a compreender e a ajudar mais, a se mover numa atitude nobre e altruísta, sempre que pudermos.
É certo que palavras e mesmo ações não poderão consolar as famílias atingidas por tão grandes desgraças, mas se não aproveitarmos esses momentos para repensar nossa conduta e prioridades, que tipo de vida continuaremos vivendo, com quais propósitos? Ou quando pararemos para refletir sobre questões tão profundas?
Sempre é tempo de mudar e sempre há espaço para ser melhor, mas na roda-viva deste mundo perdido, é difícil se aperceber do fato de que a provável solução longínqua para o mundo moderno passa por uma mudança na cultura do homem pós-moderno, por um ajuste significativo em sua cosmovisão.
As mais profundas condolências às famílias enlutadas!