É comum ouvir a afirmação de que ações em segurança pública são uma das principais atribuições do governo do Estado. E isso é verdade. No entanto, a cada dia a participação dos municípios neste setor tem se tornado maior. No que diz respeito à atuação nas ruas, como foi mostrado na semana passada, está a presença das Guardas Civis Municipais (GCMs). Outra participação dos municípios é a vigilância nas vias públicas com sistemas de monitoramento por câmeras. Atualmente, como mostra reportagem publicada na edição de hoje, o Alto Tietê tem 440 equipamentos em sete cidades. O número é expressivo, principalmente se levar em conta que poucos anos atrás uma quantidade dessa era praticamente impensável.
Mais expressivo ainda é a participação de Mogi das Cruzes. Deste montante, 70% dos equipamentos que existem na região estão na cidade. São 206 câmeras fixas e 94 móveis. E não é de agora que o município tem se tornado destaque na atuação suficiente para garantir maior sensação de segurança aos cidadãos. Desde 2011 a prefeitura conta com a Sala de Situação da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), onde é feito o monitoramento. Crimes foram impedidos e suspeitos foram presos.
E de pensar que o exemplo de atuação nesse sentido no Alto Tietê até pouco tempo atrás era Suzano. No final dos anos 1990 e no início dos anos 2000, a cidade foi pioneira em dispor de um sistema de vigilância por câmeras e se tornou referência em todo o Estado. O município atuava em conjunto com a Polícia Militar e o monitoramento fazia cair o índice de criminalidade - embora apenas no centro, onde se restringiam os aparelhos.
No entanto, com o passar dos anos, essa iniciativa parou no tempo. Os governos mudaram e os equipamentos não. Alguns anos atrás, em meados de 2008, um crime bárbaro de homicídio após uma "saidinha de banco" trouxe à tona a situação do sistema de monitoramento, totalmente desatualizado e precarizado. Apenas duas câmeras funcionavam. E a que poderia ter captado as imagens e ajudado nas investigações estava quebrada. Aí começou um jogo de empurra entre os políticos sobre a responsabilidade.
O fato é que de lá para cá muita coisa mudou em toda a região, felizmente. As autoridades estão mais atentas a essa necessidade e à importância de se investir na atualização dos sistemas. Se continuar dessa forma e também houver ampliação para outras regiões das cidades, sem dúvida, uma segurança maior será garantida.