Choramos pela tragédia contida na morte dos estudantes, que voltavam para suas famílias no litoral, após a batalha de mais um dia de trabalho, de estudo, de dedicação.
Os guerreiros não retornaram e o dia não terminou. Não terminou ainda e nunca terminará. Só podemos imaginar qual deve ser a dor dos pais, mães, vovôs e vovós, irmãos, esposas, namorados, namoradas e amigos. Sentimos muito. Sentimos muito e estamos tristes, porque o que aconteceu foi muito triste.
Mesmo sem ter conhecido nenhuma das vítimas pessoalmente, conhecemos todas elas. Conhecemos o olhar brilhante, a energia e a voz cheia de esperança, que apenas um estudante tem. Perdemos tudo isso, em cada um daqueles heróis que perdemos, perdemos a vontade de mudança, a vontade de fazer melhor.
Não é possível trazê-los de volta. Isso é uma pena. Respeito muito a vontade de Deus, que sabe de todas as coisas. Contudo, somos humanos. Já passa da hora de inventarmos uma máquina do tempo. Precisamos possuir meios de voltar atrás, de desfazer coisas assim. Precisamos de algo que traga os nossos estudantes de volta. Queremos os nossos estudantes de volta.
Devemos muito a cada um deles. Agora, então, precisamos acreditar em dobro, lutar em dobro, amar em dobro, buscar toda a mudança que eles buscariam. Lamentaremos para sempre, mas, além de lamentar, vamos honrar a memória dos estudantes.
Nenhum poder é legítimo, além do divino, pois, todo poder, se exercido por homens, é medíocre. Tragédias como essas nos provam isso. Sejamos estudantes também. Sejamos bons alunos para aprendermos essa lição. Sejamos humildes, pois, tudo o que realmente importa nos escapa do controle.
Obrigado estudantes, todos vocês estão declarados formadores e professores, pois, nos ensinaram que é necessário viver. Cada dia é um presente e cada dia pode ser o último.
Esse não foi o fim e sim o começo. Os nossos estudantes iniciaram uma viagem muito maior e estarão ao lado de Deus.
Aos familiares, que reste a certeza: "o anoitecer da vida apenas precede o dia eterno".