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O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a afirmar ontem que não vai renunciar ao cargo ou fazer delação premiada. Ele minimizou rumores de que estivesse considerando esta saída para tentar um acordo que pudesse, caso seja condenado, abrandar sua pena. "Não renunciarei e não tenho o que delatar. Não cometi qualquer crime", afirmou.
O peemedebista disse que a "boataria" é resultado de um momento confuso e complexo vivido pela Câmara e disse que, "por sua culpa", esses rumores não vão continuar. "É natural, depois de ficar tanto tempo sem falar, acabar alimentando esta boataria", completou.
Cunha marcou a coletiva para, segundo ele, retomar a comunicação direta com veículos de comunicação e evitar "prejuízos" que estaria sofrendo em seu direito de defesa por ter adotado a estratégia de se manifestar, nas últimas semanas, por notas ou pelas redes sociais.
Impeachment
Eduardo Cunha reafirmou que não aprovou o processo de impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) pela perda de apoio. O peemedebista reiterou que foram integrantes do Executivo, entre eles o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que ofereceram apoio no Conselho de Ética em troca do arquivamento do pedido.
"Não sou nem herói nem vilão no processo de impeachment. Apenas cumpri meu papel. Tenho a consciência tranquila de que livrar o Brasil da presidente Dilma Rousseff e do PT será uma marca que terei orgulho de carregar", acrescentou.
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