Inclusão social do deficiente físico ou mental é um tema muito amplo e que ganha força, cada vez mais, no mundo todo. Décadas atrás, o assunto se restringia a acessibilidade, mercado de trabalho e vagas em escolas. E não há dúvidas de que sejam alguns dos principais pilares deste tema. Mas não são só esses pilares que somam para uma boa qualidade de vida.
Diversos casos de sucesso apontam que o esporte é uma das principais ferramentas de inclusão social. Pensando nisso, o Lions Clube de Mogi das Cruzes realizou recentemente a terceira edição das Olimpíadas Especiais para pessoas com deficiência intelectual, na Faculdade Clube Náutico Mogiano, no Mogilar, onde ocorreram competições de atletismo, bocha e futsal. Cerca de 180 deficientes disputaram a competição. Na primeira edição, em 2014, 30 paratletas participaram do evento.
Mas o principal objetivo não é revelar atletas (por mais que a ação possa proporcionar essa revelação de talentos voltados ao alto rendimento), mas sim promover a inclusão social por meio da prática esportiva. Vários deficientes passam muito tempo em casa, desmotivados, mas a paixão adquirida por uma modalidade esportiva pode encorajar essas pessoas a enfrentar as dificuldades com um olhar mais otimista.
Uma prova disso é que depois da realização da primeira edição das Olimpíadas Especiais do Lions, o ginásio municipal de paradesporto, no bairro do Rodeio, passou a receber 70 paratletas, que treinam em diversas modalidades. Antes, cerca de 30 pessoas utilizavam regularmente o espaço. Outro dado importante é o destaque que a delegação brasileira costuma ter em torneios paralímpicos. Com a chegada da Paralimpíada no Rio de Janeiro, o número de pessoas com alguma deficiência que começarão a praticar esporte deve aumentar.
Outra ação interessante desenvolvida em Mogi é o concurso Moda Inclusiva, que tem como objetivo valorizar as roupas adaptadas e inseri-las no mundo fashion. O evento apresenta vestuários adaptados para cadeirantes, deficientes visuais, entre outros, aliados à beleza.
O Brasil tem hoje cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Somente no Estado de São Paulo, esse contingente ultrapassa 9 milhões. É preciso entender que investir no mercado fashion pode ser muito lucrativo, já que existe uma grande demanda neste segmento para ser atendida.
Acima de tudo, quem faz a sociedade são as pessoas. E quando nos colocamos no lugar do outro, contribuímos para um mundo melhor.