A contragosto
Como era esperado, o ex-deputado federal Junji Abe (PSD) confirmou que abriu mão de sua pré-candidatura a prefeito de Mogi. E como também era fácil de imaginar, a decisão foi claramente a contragosto, haja vista seu semblante nada amigável durante coletiva à Imprensa na tarde de ontem.
Preparado
Questionado sobre qual pré-candidato considerava ser mais preparado para concorrer à sucessão na administração municipal, agora que passou a estar fora da disputa, a resposta foi enfática: "Junji Abe é o mais preparado", mostrando que seu desejo era diametralmente oposto ao que teve que oficializar.
Substituto
Apesar do anúncio, Junji não apresentou nenhum nome para substituí-lo, talvez como pré-candidato a vice, uma vez que o futuro postulante a prefeito na chapa deve ser o tucano Marcus Melo. Nem mesmo seu filho, o vereador Juliano Abe (PSD), foi elevado a essa condição. De acordo com Junji, a escolha sobre o substituto será decidida pelo partido.
Reviravolta
A notícia causa uma reviravolta e tanto no cenário político-eleitoral que está tomando forma. Sem contar que também cria novas expectativas nos futuros concorrentes, levando-se em conta que Junji seria um candidato fortíssimo e com amplas chances de voltar a governar o município. Resta saber como reagirão os prefeituráveis a partir de agora e como utilizarão isso ao seu favor.
Impedido
O jornalista e ativista político Mário Berti está com sua pretensão de ser candidato a vereador neste ano ameaçada. Isso porque ele perdeu o prazo final para fazer a prestação de contas de sua campanha na disputa para prefeito de Mogi em 2012, o que o impediria de registrar o seu nome para o pleito.
Providências
Berti afirmou ontem à coluna que já está acionando advogado para conseguir reverter o quadro. Ele explicou que não fez a prestação de contas na época porque o computador que continha os dados de campanha havia sido furtado da sede da ONG Guerrilheiros do Itapeti, da qual é presidente. No entanto, ele afirmou estar confiante que conseguirá ser candidato: "Se o Paulo Maluf (deputado federal, PP) e o Renan Calheiros (senador, PMDB) estão aí, por que eu não conseguiria reverter minha situação"?