A iniciativa da Prefeitura de Mogi das Cruzes de oferecer treinamento para os agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) tem como objetivo, principalmente, prepará-los para o uso de armas de fogo, algo que deve ocorrer em breve. No entanto, a medida serve também como uma capacitação para que estejam ainda mais aptos a exercerem suas funções.
Mais do que apenas servidores do município, eles atuam de maneira a garantir a integridade de espaços públicos e também das pessoas, o que torna suas funções ainda mais importantes e de extrema responsabilidade. Por isso a necessidade de se reciclarem, de se aprimorarem e de estarem mais preparados. Não há dúvida de que algo assim cria na população uma certeza maior de que está resguardada por profissionais competentes. Desta forma, a GCM não apenas conseguirá melhorar o serviço que já presta como também poderá assimilar outros.
No Alto Tietê há exemplos de atuações diferenciadas por parte dos guardas municipais, especialmente em Suzano, onde foi criada a "Patrulha Maria da Penha", iniciativa que tem como objetivo garantir o cumprimento das medidas protetivas e a segurança das mulheres vítimas de violência doméstica. Serviu de exemplo para Itaquacetuba e Poá, que passaram a ter programas semelhantes, e pode servir para Mogi e outras cidades.
Há muito tempo se discute o papel da GCM, que deixou de apenas atuar na segurança dos imóveis de propriedade pública e começou a ser vista em fiscalização e até vigilância ostensiva. As mudanças constam do Estatuto da Guarda da Secretaria Nacional de Segurança Pública e surgiram como uma maneira também de auxiliar o trabalho das Polícias Civil e Militar. Assim, se envolve vários níveis de atuação e se garante à sociedade um serviço público muito melhor.
Em Mogi, o treinamento ocorreu por iniciativa da prefeitura, com auxílio de bombeiros e policiais militares, uma vez que nenhuma empresa foi classificada na licitação para realizar o treinamento dos guardas. Ao todo, o curso terá 900 horas de duração, sendo 100 horas de aula de tiro. A previsão é de que nos próximos meses os agentes comecem a usar as armas, inicialmente 60, já que correspondem ao número de pistolas compradas pela administração municipal. O resultado terá de ser visto nas ruas, no dia a dia, pela população. O que se espera é que os efeitos sejam imediatos, após a conclusão do treinamento, e as pessoas possam se sentir, de fato, mais seguras e confiantes na atuação dos guardas.