Parece que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal se animaram com a Lava Jato e decidiram partir contra outros crimes praticados contra a nação. Duas novas operações, a "Custo Brasil" e a "Boca Livre", revelam que a corrupção é mesmo sistêmica.
Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Paulo Bernardo foi preso na investigação de um esquema de propina que desviou milhões de reais de servidores federais. Foi preso, mas já esta solto, por força de uma liminar de um ministro do STF.
O fato é que passou alguns dias na cadeia e isso é bom. Não o fato de ficar preso, mas a mensagem de que não importa se você é um ex-ministro, atualmente casado com uma senadora da República, isso não é mais um salvo conduto no Brasil e todos estão sujeitos à rigorosa aplicação da lei.
Na operação Custo Brasil, alguns trocados eram cobrados de cada servidor que contratava um empréstimo consignado para remunerar uma empresa que gerenciava esses empréstimos. A suspeita é que os valores arrecadados com essa relevante prestação de serviços eram distribuídos entre agentes públicos, entre ele o ex-ministro Paulo Bernardo.
Já na operação Boca Livre, recursos arrecadados por meio da Lei Rouanet, que prevê a dedução de impostos para empresas que investem na cultura, teriam sido distribuídos entre as partes beneficiadas e quitado até mesmo uma luxuosa festa de casamento de um dos envolvidos no esquema, todos presos preventivamente.
O recado está dado, a coisa não parou e nem vai ficar limitada à Lava Jato. Além do juiz Sergio Moro e da força-tarefa de Curitiba, da República de Curitiba, outras forças-tarefas e juízes federais avançam sobre a corrupção institucionalizada, contra a República da Corrupção.
Os eventuais abusos, excessos e desvios das autoridades judiciárias e policiais podem ser rapidamente reprimidas com um habeas corpus, como o que soltou o ex-ministro Paulo Bernardo. Os eventuais danos, podem ser reparados com ações indenizatórias contra a União. Mas a ideia que se tem é de que agora vai!