Não tem jeito. Com o avanço das tecnologias, digitar virou algo tão comum como respirar. Seja em um computador, em um celular, o que mais você vê são as pessoas concentradas, com os dedinhos acelerados.
Quem é das antigas, como eu, provavelmente fez um curso de datilografia onde aprendemos as técnicas para digitarmos fazendo 50 toques por minuto ou o alfabeto completo no tempo mais rápido do mundo e sem olhar para o teclado. Com isso, consigo hoje digitar muito e as pessoas mais novas admiram esse dom da velhinha aqui. 
Mas o que vemos por tantos lugares é que digitar tão rapidamente para alguns pode criar vários problemas. O maior deles está relacionado ao corretor ortográfico instalado em vários softwares e nos aplicativos tão comuns do nosso dia a dia. 
Experimente escrever a palavra "pai". Se não prestarmos atenção, ele sempre vai trocar essa palavra por "pau", logo, uma simples frase do tipo "vou sair com seu pai"... bem, se você não conferir.
O mesmo acontece com a palavra "vacina". Numa conversa com amigas em um chat citei que as quatro amigas formavam uma panelinha a qual consegui furar com meu charme e alegria. Por conta de onde moram disse que elas são a turma do ABCG. Três moram no ABC e uma em Guaianases, tipo nome de gangue.
Eis que uma digita uma frase que todas ficamos num súbito congelar de dedos, sem querer se manifestar. Ela queria escrever: "Isso parece nome de vacina". Só que trocou a letra "c" pela letra "g", logo, ficamos ali, sem entender o que ela realmente queria escrever, principalmente por ser uma pessoa mais quietinha, na dela.
Enfim, não resistindo, soltei logo um monte de risada e mesmo com os milhares de pedidos de desculpas, tive que levantar para disfarçar as gargalhadas, saindo da minha sala.
Pois é, por isso que por mais que escrevamos rápido ou até tenhamos o hábito de usarmos o corretor para nos ajudar em algumas digitações, revisão é tudo nessa vida antes que o apertar de um Enter seja tarde demais.