Deputados petistas já fizeram projeções ontem sobre como atuarão na oposição, caso se confirmem o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e o início do governo interino do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não acatar o pedido de anulação do impeachment, os petistas anunciaram suas ações daqui em diante.
"Eu lamento a decisão do ministro Teori (Zavascki), mas sabíamos que seria uma decisão difícil de ser diferente. Mas vamos analisar e recorrer novamente ao STF porque acreditamos haver espaço para revertermos essa situação. Sabemos ser justo o STF dar a liminar pedida pela AGU porque houve desvio de finalidade praticado por Eduardo Cunha", disse ontem o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), momentos após receber a notícia da decisão de Teori.
"Agora é nos prepararmos para fazer uma oposição duríssima nos próximos dias, caso se confirme o resultado no Senado. Até porque nós não reconhecemos Temer como presidente. É um governo fruto de um golpe, e não vamos aceitar que ele tire direitos dos trabalhadores com esse pacote que está vindo para acabar com o legado de Lula", afirmou.
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que, sendo aprovado o afastamento de Dilma, não restará ao PT outro caminho que não a oposição. "Será uma oposição muito firme, que vai permanentemente denunciar o golpe que está sendo perpetrado contra a democracia no Brasil", disse ele.
"Mas seremos uma oposição que não repetirá o que a atual oposição nos fez, com o PSDB e o DEM apostando no quanto pior melhor e patrocinando as chamadas pautas bombas para gerar desequilíbrio fiscal", acrescentou.