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A presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a defender ontem o seu mandato. "Eles sempre quiseram que eu renunciasse. Sabe por quê? Você levanta o tapete e esconde a sujeira. Se eu renunciar, eu vou para debaixo do tapete. E eu não vou para debaixo do tapete. Eu vou ficar brigando, porque sou a prova da injustiça. Eles estão condenando nesse impeachment uma pessoa inocente", declarou.
Mais uma vez, Dilma criticou as denúncias apresentadas contra ela, classificadas de frágeis. Disse que o processo é, na verdade, uma tentativa de eleição indireta para a Presidência, e que "tem imenso orgulho das escolhas" que fez no governo. "Tenho clareza que esse golpe tem um motivo. O Brasil, nesses 13 anos, mudou. As pessoas ganharam autoestima e dignidade", disse.
Fazendo um balanço de algumas políticas do seu governo, a presidente falou que as cotas nas universidades permitiram que "a cor do Brasil" aparecesse nos centros de ensino, que milhões de jovens fizeram cursos técnicos, e que o "lado certo da história é o lado do povo deste País".
"Ninguém votou em mim pelos meus belos olhos, apesar deles serem muito belos. Votaram em mim porque eu tinha compromissos. Porque eu tinha um programa e nele estava lá escrito: o Bolsa Família é muito importante, o Minha Casa, Minha Vida é um programa que garante dignidade e lar para as pessoas", disse.
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