Continuo a discorrer sobre o discurso sem nexo de Alexandre Garcia, que, como dito nos artigos anteriores, foi pródigo em atacar a tudo e a todos, bem demonstrando sua despótica posição política.
Como corolário aos seus infundados lamentos, procurou fazer crer que o brasileiro conhecia muito pouco de história, principalmente da atual, sendo, tantas vezes, engambelado por pessoas que lhes impingem inverdades.
Complementando sua fala, se refere ao torturador-mor, Brilhante Ustra, a quem, por incrível que pareça àqueles ignorantes como eu, que talvez não conheçam, mas viveram a história, procura defender. E, não só a ele, mas, também ao sem caráter Bolsonaro, que blasfemou seu nome na Câmara.
Teve o desplante de se insurgir contra os que, arriscando suas vidas em nome dos ares de liberdade que hoje respiramos, resolveram afrontar o regime de força que então se instalava.
Deve ter gozado das benesses dos que, sob os tacões, nos mantinham cabisbaixos. Caso contrário, como se aceitar tamanho disparate de alguém que, alardeando sua cultura, chama a nós outros de ignorantes?
Não teve a sensibilidade - jamais atacaria a sua soberba inteligência -, para entender que, por bem ou por mal - aceito qualquer ângulo de visão -, o Brasil em 1964 estava sob a égide constitucional que, num repente, sob o peso dos canhões foi desfeita.
A agressão, perpetrada por aqueles que através de sagrado juramento se dispuseram a defender a Carta, equivaleu a crime inominável, que permitia a invocação da legítima defesa.
Poucos acorreram a exercê-la, mas não se pode sequer insinuar serem eles os culpados pelas balbúrdias e opressões que, a partir de então, se deram.
Heresia das heresias tecer-se loas aos que calaram vozes, enlutaram famílias, puseram de joelhos uma nação.
Dizem que os que passam pelos arredores do Ibirapuera, ainda ouvem os gemidos e "ais" dos brasileiros valentes exterminados nos porões das ditaduras.
Alexandre e Globo. Farinhas do mesmo saco.
No ar, cheiro de golpe.