No artigo passado teci considerações sobre ridículo comentário do sr. Alexandre Garcia.
Além de atacar "Pepe" Mujica, também centrou sua artilharia ferina sobre Luiz Carlos Prestes, a quem apelidou de "Trapalhão".
Embora tantos condenem o ideal que serviu de norte para o velho Senador (posto maior que galgou), jamais foi tratado como pouco inteligente.
Afinal, como se referir assim ao menino que, nascido em berço pobre, após concurso, ascendeu nos quadros do oficialato do Exército, formando-se em engenharia militar com louvor? Como se usar o epitetro áquele que saindo Brasil afora no comando de homens amotinados - a célebre Coluna Prestes - deu razão a tantos comentários sobre as táticas que empregava, tornou-se estudo obrigatório nas maiores academias militares do mundo?
Com certeza absoluta, o desconhecedor Alexandre não assistiu ao espetáculo de lhaneza e erudição propiciado pelo "Cavaleiro da Esperança" e Roberto Campos em quadro saudoso da TV Cultura. Tivesse-o visto, e não usaria de frase obtusa como ele!
Mas o seu pecado maior aconteceu quando enlameou o nome de Olga Benário, tida em seu depoimento como assassina de policial, que viera ao Brasil para tomar conta do dinheiro que era entregue a Prestes por Moscou.
Benário aqui chegou como protetora do homem a quem se encarregara de implantar o comunismo em terras tupiniquins. Dele se encantou, e nas penúrias dos "aparelhos", dos esconderijos, logo se tornaram marido e mulher, se prepararam para trazer à luz o fruto de amor nascido na clandestinidade.
Uma das maiores jaças de nossa história: vingando-se do oponente ao tempo em que procurava as graças do odioso Hitler, pese estar grávida, de brasileirinha, Getúlio a extradita para a morte.
O fato que comoveu o mundo, provocando reclamos de governos e protestos dos mais proeminentes, quedou-se como corriqueiro, e quem sabe inexpressivo, para o bárbaro Alexandre.
Continuou com seus ataques desarrazoados.
Ficou no ar cheiro de enxofre!