A juventude é o período de maiores descobertas e do desvendar das potencialidades humanas, sendo a efervescência e o desabrochar do início da vida adulta. Creio que a adolescência seja um campo fértil, e que, se houver investimento para plantar ali boas sementes, certamente, as mesmas frutificarão e crescerão ao longo do tempo, fazendo a real diferença no futuro.
Quão maravilhoso seria se todos nós conseguíssemos conservar a vontade da juventude para realizar as tarefas que nos propomos, não é mesmo?! Ao menos uma vez ao longo de nossas trajetórias lamentamos a falta que faz a energia típica dos anos dourados.
Fico entristecida quando muitos cobram do adolescente atitudes maduras e corretas, sem ter oferecido oportunidades para que ele pudesse desenvolver a sua responsabilidade. Afinal, o meio em que a grande maioria de nossos jovens vive é tremendamente inóspito e repleto de maus exemplos!
Todos os esforços para que os nossos adolescentes alcancem uma juventude sadia ainda são insuficientes. Acredito, sim, na flexibilidade dos jovens para a educação contínua e um processo de amadurecimento fraterno, que tem como bojo a formação dos homens do futuro. Por essa razão, toda atitude e debate que digam respeito à educação e ao fortalecimento do desenvolvimento dos jovens são sempre bem-vindos.
De qualquer forma, os nossos adolescentes têm de se apropriar das rédeas da vida, aprendendo e convivendo, seja na família ou em comunidade, tendo possibilidades e opções de realizações profissionais. Melhor ainda se for incentivado a edificar, a correr atrás de seus sonhos, em meio a desafios, lutas e vitórias.
Digo sempre que ninguém é fadado a ter seu futuro comprometido e limitado à história de seus pais, pois cada um pode e deve buscar construir seu próprio destino. Vale lembrar que deve ser deixada de lado a questão da "família perfeita". Ninguém, afinal, é perfeito. E deficiências não devem nunca ser motivo de constrangimentos, vergonha, desânimo e, principalmente, desculpa para não escrevermos a nossa própria história.