A primeira reunião do grupo de trabalho integrado por centrais sindicais e governo para discutir a Previdência Social foi dedicada à apresentação da situação atual do sistema aos sindicalistas. A partir desses dados, as centrais apresentarão 26 propostas e sugestões até o dia 26. O governo terá até 3 de junho para avaliar e apresentar seu posicionamento sobre medidas para Previdência Social. A intenção é que, em 30 dias, as partes cheguem a um consenso, informou o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Segundo ele, há "estudos profundos" nos ministérios da Fazenda, Previdência e Trabalho que servem de base para o início dessas discussões. "São da história dos próprios órgãos", afirmou o ministro ao ressaltar que a proposta do governo é chegar a um consenso, levando em consideração questões como a sustentabilidade da Previdência Social, que, segundo ele, é o "principal problema" a ser enfrentado para o ajuste fiscal.
De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentine, os ministros ficaram de encaminhar detalhamentos sobre o problema da renúncia fiscal e os efeitos delas na previdência.
"Tem um número muito alto [de desonerações] e também a desoneração da folha de pagamento. Há ainda os imóveis do INSS, que têm dado muito prejuízo". Outro ponto destacado pelo sindicalista foi a dívida das empresas com o INSS. "Queremos que a Previdência faça a cobrança, porque há muito dinheiro nosso por lá", concluiu Inocentine.