Enfim, temos o afastamento da presidente Dilma Rousseff de seu posto, após meses de incertezas, muito debate e disputas acaloradas no âmbito político, bem como nas ruas. Não há nada definitivo ainda, pois o que se deu na madrugada da última quinta foi apenas a admissibilidade pelo plenário do Senado do processo de impedimento, o qual começa a tramitar agora nesse órgão sob a batuta do presidente do STF, com prazo máximo de seis meses para a decisão, mesmo prazo máximo de afastamento da presidente. Imediatamente, assumiu o cargo, Michel Temer, exatamente, nas condições que o Brasil bem conhece, sob olhares desconfiados da população e do mercado, mas, de fato, numa situação mais confortável, em geral, do que a da presidente, ora afastada.
O que ocorre a partir disto, como postulamos aqui, independentemente de tomar partido quanto ao cabimento das acusações e se, realmente, ocorreram os crimes de responsabilidade - mérito a ser julgado em definitivo, ainda - é que o mercado está alvoroçado e otimista, externando a esperança de termos uma reação positiva quase que imediata, senão, ao menos, num curto prazo.
A lição de casa foi feita pelo experiente político, o qual se antecipou na definição de seu alto escalão, restando agora, um diálogo rápido do mercado com os ministérios, especialmente aqueles que têm impacto mais direto e imediato sobre a economia, a fim de ficarem claras as eventuais novas diretrizes, uma vez que a interferência do Estado no mercado brasileiro é muito representativa. Atitudes objetivas e rápidas no sentido de manter e/ou melhorar programas, criar novos que fomentem a produção e a comercialização de bens e insumos, com responsabilidade e consistência são o maior desafio deste governo, ainda provisório, pois isso implicará alguma dose importante de credibilidade nos consumidores ora retraídos, gerará emprego e renda, o mais rápido possível e começará a tirar o país de um atoleiro no qual estava se enfiando. Não é, exatamente, pela saída desse governo que estava lá, nem pela entrada de outro, eventualmente, melhor, porém, mais pela mudança em si, por novos alento e esperança, lembrando que este é só um ínfimo início do que teremos que fazer para levantar, efetivamente, o gigante!