Informações divulgadas ontem no site da Agência Brasil, do governo federal, mostram que a taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo cresceu de 14,7% em fevereiro para 15,9% em março. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Ainda de acordo com os números, o contingente de desempregados contabilizado no mês passado, na mesma região, foi de 1.750.000 pessoas, ou seja, 133 mil a mais do que em fevereiro. Foram eliminados 127 mil postos de trabalho e a População Economicamente Ativa (PEA) manteve estabilidade com 6 mil pessoas ingressando no mercado de trabalho na localidade, o equivalente a 0,1%.
O cenário desanimador já era esperado, devido à crise e à recessão que assolam o País. No entanto, o percentual de famílias brasileiras endividadas caiu de 60,3% em março para 59,6% em abril, conforme levantamento da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Isso se explica pelo fato de que, com a alta no desemprego, as pessoas ficaram mais reticentes em gastar e apertaram os cintos, na tentativa de reduzir despesas. A maior parte das dívidas é com cartões de crédito. Em seguida, aparecem os carnês, financiamentos de carro e créditos pessoais. 
A expectativa é que, caso a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) se confirme, seu sucessor possa melhorar a situação econômica com brevidade, pois a maior parte da população já perdeu a paciência diante de tanto pessimismo e falta de perspectivas favoráveis a curto prazo. Empresas quebrando, filas quilométricas de desemprego, crescem a cada dia e é bom que, quem ocupar a presidência, saiba que o eleitor já não terá mais muita complacência para uma série de pretextos ou ações desastradas. Muito menos para a corrupção, para a qual, aliás, não se deveria ter nenhum tipo de tolerância.
De olho no contexto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) se anteciparam e conversaram, ontem, sobre uma agenda emergencial para o País, caso o impeachment seja aprovado pelo Senado. 
Diante disso, só nos resta a esperança de que, com a provável mudança nos rumos do governo, o próximo presidente ajuste logo as velas do barco e acerte o prumo, para que possa, enfim, atracar em porto seguro.