Qualquer usuário de telefonia fixa deste País sabe que: o serviço vendido não é entregue; o valor dos serviços é alto e as falhas são frequentes. O atendimento virtual é péssimo. A novidade é que as operadoras agora querem limitar o que já ruim e caro. Pretendem, com o aval do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista Rezende, limitar os planos de assinatura de Internet, acabando com os planos de acesso à banda larga ilimitada.
E isso já aconteceu com os celulares. De uma hora para outra os acessos móveis foram simplesmente reduzidos e ponto final. Não teve chiadeira, porque a maioria dos usuários usa planos pré-pagos e para eles pouco mudou.
Mas agora querem prejudicar os poucos usuários que ainda tem acesso fixo. Motivo? Dinheiro! Com as receitas da telefonia fixa minguando, em razão do uso de mensagens de texto e voz por meio de aplicativos, agora querem ganhar mais dinheiro limitando a Internet. Games on line, vídeos on line, cursos on line, processos judiciais eletrônicos, acesso aos bancos, órgão públicos, licitações e pregões eletrônicos, enfim, toda vida moderna e eletrônica seria simplesmente limitada pela ganância das operadoras.
O presidente da Anatel defendeu o fim do acesso ilimitado. O Seu João aparece na investigação da Lava Jato como o "caipirinha". A Andrade Gutierrez, que controlava a Oi, supostamente tentava se livrar de uma multa bilionária. Oi foi aquela que instalou uma antena em Atibaia. O que o Seu João ainda está fazendo na Anatel? O Congresso Nacional deve exigir seu imediato afastamento pelo desserviço prestado aos consumidores.
Senhores deputados federais, apresentem um projeto de lei que proíba a limitação da transmissão de dados pela Internet na modalidade física e móvel. Se as operadoras não estão satisfeitas com os bilhões de reais que lucram todos os anos e com o péssimo serviço que prestam ao consumidor, que procurem novos mercados. Cuba, por exemplo. Oi? Tchau, querida!