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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse ontem que é preciso ter cautela ao analisar o novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), protocolado anteontem pela oposição. "O fato de existir a pedalada não quer dizer que tenha havido o ato da presidente com relação ao descumprimento da lei. Pode ser feita por vários motivos. Pode ser uma circunstância de equipe", disse Cunha ao se referir ao atraso no repasse de recursos a bancos públicos, para pagamento de benefícios.
O novo pedido também é de autoria dos juristas Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique, Janaína Conceição Paschoal e de partidos contrários ao governo, que em setembro haviam protocolado pedido semelhante.
A nova versão, no entanto, contém a recomendação do procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, de abrir um novo processo para analisar as operações do governo federal, que teriam violado a Lei de Responsabilidade Fiscal este ano, a partir de demonstrativos contábeis oficiais da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já encaminhados ao TCU.
Em tom de cautela, Cunha disse que o novo processo não representa fundamentos para o impeachment. "O fato, por si só, de haver a pedalada não significa que isto seja razão de impeachment. Tem que configurar que há atuação dela no processo que descumpriu a lei". (AB)
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