Em 1º de outubro, celebra-se o Dia do Idoso no Brasil. A data tem o objetivo de destacar a importância desse público na sociedade e reavaliar as nossas atitudes com relação a essas pessoas que carregam consigo uma valiosa experiência de vida. Provavelmente, você já deve ter visto alguma placa no ônibus, trem ou no metrô reservando alguns assentos para idosos, e, inclusive, vagas exclusivas para veículos destinados a eles em alguns estacionamentos; e, ainda, filas em espaços públicos destinados exatamente a esta categoria. Isso acontece para facilitar a vida das pessoas mais velhas, que, além do respeito, merecem serem prioridade em todo o tipo de atendimento.
Alterações
Vale lembrar que, até 2006, o Dia do Idoso era comemorado em 27 de setembro. No entanto, com a mudança, o Diarinho antecipou o debate sobre este tema. Mas, afinal, para você quem poderia ser considerada uma pessoa idosa? Segundo o Estatuto do Idoso, são aqueles que possuem idade igual ou superior a 60 anos. De acordo com dados divulgados pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em 2015, o Alto Tietê contava com mais de com 120 mil pessoas acima dessa faixa etária, o que representa 8,5% da população total dos dez municípios que compõem a região, que, atualmente, possui mais de 1,4 milhão de habitantes.
Acolhimento
Para a vice-presidente do Conselho Municipal do Idoso de Mogi das Cruzes, Juraci Fernandes Almeida, os municípios devem investir em práticas e proporcionar acolhimento a estas pessoas. “A longevidade é uma realidade no mundo atual e não tem volta. Acredito que a maneira que o município investe em politicas publicas para essa população que envelhece é o resultado que teremos lá na frente, ou seja, jovens de cabelos brancos ativos frequentando academias da terceira idade e universidades ou, então, velhos doentes superlotando os hospitais e casas de repouso com custos altíssimos, algo que, realmente, não desejamos”, explicou.
De geração para geração
Juraci, que também atua há 16 anos à frente da Universidade Aberta à Integração (Unai), comentou a importância de debater o respeito aos mais velhos em salas de aula e dentro de casa. “Falar sobre o processo de envelhecimento em todos os níveis da educação fará com que esse conhecimento elimine o preconceito por meio de informações desse processo natural que é a vida, resultando em respeito e valorização dos mais velhos na sociedade e na família”, disse.
Além disso, é a geração mais velha responsável por compartilhar grandes histórias do passado e momentos nostálgicos que devem ser recordados pelos mais novos. “O encontro entre gerações familiares é muito rico pela sabedoria dos mais velhos, adquirida, por sua vez, por terem vivido muitos anos; e pela juventude com a sua beleza, disposição e astúcia, que está em busca do novo e dos desafios da vida. Essas uniões deveriam ocorrer com muito mais frequência em todas as famílias e na sociedade”, finalizou