A música é o caminho para a inclusão de crianças e jovens atípicos da ONG Super Nova, de Mogi das Cruzes. O projeto social, criado há 4 anos, conta com atividades de musicoterapia em grupo e musicalização, além de um coral inclusivo e banda de percussão. As atividades acontecem aos sábados, das 9h às 18h, na Escola Estadual Aprígio de Oliveira, na região central da cidade. As inscrições estão abertas para crianças e adolescentes atípicos a partir de 4 anos.
Fundada pela pedagoga Alexandra Andrade, especialista em deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA), psicopedagoga, musicoterapeuta e professora de música, a ONG surgiu em 2022 quando ela atuava como professora de apoio de um aluno autista em uma escola estadual de Mogi. “Ao acompanhar de perto a realidade de crianças e adolescentes atípicos, vi o quanto a exclusão das atividades e dos espaços de convivência impactava seu desenvolvimento e autoestima. Diante dessa necessidade, apresentei a proposta à diretora da escola e firmamos uma parceria para desenvolver o projeto dentro da unidade escolar.”
A partir dessa iniciativa que surgiu o projeto Super Nova e, depois, a Banda Super Nova. “Por meio da música e da musicoterapia, os participantes passaram a desenvolver habilidades musicais, fortalecer vínculos de amizade, ampliar a autoestima e vivenciar a inclusão de forma verdadeira”, conta a fundadora.
Atualmente, a ONG atende 40 crianças e adolescentes atípicos. As atividades são no espaço cedido pela unidade escolar, onde as turmas são divididas entre música e esporte. Os jovens participam de sessões de musicoterapia em grupo onde são utilizados objetos terapêuticos para estimular a comunicação, a interação social, a cognição, a coordenação motora e a regulação emocional, e também há aulas de musicalização, com foco no desenvolvimento de habilidades musicais, cognitivas e motoras por meio do ensino da música.
Destaque ainda para o Coral Inclusivo, mantido pela ONG, que trabalha técnica vocal, percepção musical, expressão artística e socialização por meio do canto coletivo.
Para Alexandra, as aulas dão a oportunidade de mostrar que o diagnóstico não deve definir quem uma pessoa é: “Precisamos acolher, respeitar e mostrar à sociedade que um diagnóstico não define uma pessoa. Cada criança, adolescente e adulto é único, com talentos, sonhos, capacidades e um enorme potencial. Antes do diagnóstico, existe uma pessoa. Uma pessoa que merece oportunidades, inclusão, afeto e respeito.”
Além de manter parcerias com instituições, a ONG busca apoio por meio de incentivos fiscais, doações e novos parceiros para fortalecer e ampliar as ações desenvolvidas. Quem deseja colaborar, conhecer o projeto ou inscrever um participante, pode entrar em contato pelo Instagram @ong.supernova ou pelo telefone (11) 98333-4344.
Galeria
Foto 1 - Integrantes da ONG Super Nova
Foto 2- Apresentação da Banda Super Nova no projeto "Rua Mais Feliz", em Mogi das Cruzes
*Texto supervisionado pelo editor.