O Estado de São Paulo criou mais de 215 mil oportunidades de emprego com carteira assinada nos primeiros cinco meses do ano, o equivalente a quase 1,5 mil vagas por dia. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No período, entre as cidades da região destaque para Itaquaquecetuba, que aparece em 22º lugar entre as 50 cidades campeãs de emprego do Estado, com 1.472 novos postos de trabalho. Já Arujá aparece em 42º no ranking com 885 vagas criadas. A liderança é de São Paulo com 56.932 empregos gerados.
Já em maio, foram quase 20 mil vagas de emprego formais criadas no Estado, totalizando 18.224 novas oportunidades. Na região, estão no ranking Itaquá e Suzano, cada uma com saldo positivo de 176 novos postos ded trabalho, ocupando a 31ª e 32ª posição, respectivamente. A liderança também é de São Paulo com 6.264 vagas criadas.
No acumulado de 12 meses, São Paulo criou mais de 210 mil oportunidades de trabalho, somando 212.051 vagas. Itaquá mais uma vez é o destaque regional, com 21ª colocação, totalizando 1.686 novas vagas. Em 33º, aparece Arujás com 1.146 postos de trabalho criados, e em 44º está Mogi das Cruzes, que gerou 874 empregos no período. A liderança mais uma vez é da capital paulista com saldo positivo de 85.380 vagas.
Assim, o estado criou 28% do total de 767.326 vagas com carteira assinada criadas no país em cinco meses, 25% do total de 72.960 em maio e 22% de 973.285 em 12 meses. Os números consolidam São Paulo como o estado que tem maior saldo de vagas do país, além de criar 58% dos 371.985 empregos criados na região Sudeste de janeiro a maio.
Em todos os períodos, houve crescimento na criação de vagas de emprego no estado: 0,12% em maio e 1,5% em cinco meses e no acumulado de 12 meses.
Salário
Em maio, São Paulo teve também o maior salário médio de admissão do país, de R$ 2.673,15, seguido por Distrito Federal (R$ 2.565,86), Santa Catarina (R$ 2.438,87) e Rio de Janeiro (R$ 2.357,47). A valorização dos trabalhadores paulistas é impactada por fatores como o salário mínimo paulista fixado pelo Governo de São Paulo para o Estado, que alcançará quase 50% de valorização nesta gestão com o valor R$ 1.874 em 2026.
O salário de admissão de São Paulo é 12% maior que do Brasil (R$ 2.384,10). O Sudeste foi a região com maior valor no país (R$ 2.528,82).
Setores
O setor de serviços foi o que mais criou vagas em maio – total de 15.063. Dentro do setor se destacam Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5.122), Transporte, armazenagem e correio (4.380) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3.556).
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura vem em seguida, com 4.553.