O Centro Cultural Mogi das Cruzes será palco de uma série de atrações que irão contemplar a Semana do Artista Plástico. O evento, que começa no dia 26 de maio e segue até o dia 2 de junho, presta uma homenagem ao Dia do Artista Plástico, celebrado em 5 de maio. Exposições, oficinas, contações de histórias, apresentações de dança, bate-papos e debates sobre os desafios, as conquistas, as peculiaridades e as inspirações de profissionais e amadores que encontram na arte uma forma de expressão e liberdade de pensamento estarão à disposição do público.
As atividades são gratuitas, e a iniciativa é uma realização da Casa Ateliê Enzo Ferrara, de Enzo Ferrara, responsável pela documentação, elaboração e organização; e do Grupo de Artes Frontispício, representado por Zetti Muniz, que está à frente da produção; com a parceria da Secretaria Municipal de Cultura. Ao longo da semana, profissionais da região, da capital e do interior do Estado marcarão presença para prestigiar as atividades, que serão realizadas ao longo do dia, conforme destaca o quadro ao lado.
Segundo os organizadores, mais que apresentar uma variedade de trabalhos artísticos, o evento tem como principal objetivo destacar a função social da arte, e da importância dessa manifestação para promover o debate sobre importantes temáticas que repercutem na sociedade.
Dois assuntos, em especial, ganharão o destaque, dentre eles a cultura afrobrasileira, como forma de prestar uma homenagem aos 130 anos da abolição da escravidão no Brasil, celebrada em 13 de maio de 1888. Uma seleção especial das artistas Con Silva, Waldomiro de Deus, Carmela Pereira, Dulce Martins, Angela Rosa e Mogi Lindemberg Alves irão representar este tema. Outro assunto a ser realçado é a legitimidade do termo homossexualismo, que, em 17 de maio, deixou de ser considerado uma patologia mental. Obras dos artistas Willi de Carvalho, Ana Denise e Enzo Ferrara ampliarão o debate sobre a questão. "A seleção dessas obras demonstrará a função social da arte, e a sua influência para promover questionamentos à sociedade e conduzir a profissão artística", destaca Ferrara.
Passeio cultural
Outro diferencial das atividades será a visita aos museus da cidade. Um tour cultural, dividido em duas etapas, levará os participantes aos museus, igrejas e praças do Centro Histórico. Segundo os organizadores, será uma visita diferente, pois o grupo vai ser convidado a ver esses espaços pelo olhar das artes plásticas, ou seja, eles deverão ampliar a sua observação às pinturas em tela, às esculturas e aos patrimônios arquitetônicos da região do Centro Histórico.
Esta é uma oportunidade de conhecer esses ambientes e explorar as suas curiosidades e notar a sua representatividade à cultura regional. "Vamos conversar sobre a preservação destes espaços, a sua manutenção e o acesso ao público, pois, infelizmente, muitos não podem ser mantidos abertos devido aos gastos necessários tanto para a manutenção do local e as suas relíquias quanto da equipe necessária para a sua abertura", aponta Ferrara.
Formação
Sobre o evento, Ferrara espera receber um bom público para prestigiar o que foi planejado, e, em especial, conhecer um pouco mais sobre essa manifestação, a sua abrangência e necessidade para ampliar a liberdade de expressão. "Desejamos aproximar o público da arte, e mostrar que ela está inserida em todos os lugares. Vamos apontar os seus desafios e fazer com que as pessoas se identifiquem com o nosso trabalho. Queremos estimular novos artistas, afinal, esta é uma profissão difícil, mas compensadora. Mogi é representativa no segmento, embora não tenhamos mais cursos de Artes nas universidades da cidade, há oficinas realizadas em ateliês que trazem alunos até da capital. Isso mostra que temos grandes artistas", finaliza.