A música vai além da sonoridade, quando, por meio dela, a missão é levar mensagens de reflexão, de autoestima, de positividade, e, principalmente, evangelização. E é assim que o músico Fabio Curtis encara essa modalidade artística que o acompanha desde a sua adolescência. Ele vem deixando a sua marca em cada lugar que leva o seu talento com as letras, as composições e as melodias que melhor sintonizam aquilo que deseja transmitir aos seus interlocutores.
O artista, que é de São Paulo, mas mora em Mogi das Cruzes há 20 anos, celebra uma nova conquista em sua carreira. Em maio, ele embarca para os Estados Unidos para participar da turnê "Extreme", organizada pela Igreja New Hope Comunity, da Califórnia, e, ao longo de seis meses, se apresentará em diversos estados americanos levando boa música, belas mensagens e ricas inspirações. Ao meio de mil artistas, ele esteve entre os 100 selecionados que vão compor o grupo que percorrerá o país no período de maio a outubro.
Aos 45 anos de idade, o músico, que segue o estilo gospel e rock cristão, sente-se vitorioso com a nova oportunidade. Ele acredita que o seu site profissional o ajudou na seleção. "Eu creio que eles tenham me visto pela internet, e por toda a experiência lá compartilhada. Isso porque a seleção é rigorosa, eles avaliam o percurso profissional e o comprotimento social. Esta experiência vai ser muito rica, pois vão participar desta turnê músicos de diversas nacionalidades, e, para mim, foi uma surpresa. Tenho esperança de que, depois destes seis meses, eu continue andando pelo mundo cantando, tocando e levando as minhas melodias", destaca.
Com o sonho de evangelizar pela música, Fábio Curtis começou a viajar pelo mundo, e, em cada oportunidade, compartilhar o seu dom. Ele já passou pelo Japão, México, Canadá e Estados Unidos. E destes percursos resultou a sua turnê pessoal, a qual nomeou de "360º". A primeira viagem foi em 2005, e, entre idas e vindas, cada experiência só agregou aos seus aprendizados e contribuiu para o seu crescimento. Ele revela que a sua passagem pelos Estados Unidos foi uma das mais importantes. "Quando fui pela primeira vez, em 2012, ao longo de seis meses passei a me dedicar somente à música e ao idioma. Por lá, além de tocar em algumas igrejas e cassinos, lecionava. Voltei em 2013, e, naquele momento, não sabia cantar, tocava bateria e estava começando a guitarra. Mas novas conquistas foram chegando, ao voltar ao Brasil, em 2013, gravei um EP, intitulado 'Jesus Freak'. E, ao perceber que as oportunidades por aqui eram poucas, em 2014, retornei aos EUA. Foi quando conheci uma americana, que, ao me ver tocando em um bar, fez um convite para cantarmos juntos. Daí surgiu uma parceria, e gravamos algumas faixas juntos", conta.
Desde então, o músico viu a sua carreira alavancar. Hoje, além de tocar bateria, guitarra e violão, compõe e canta. Ele gravou, em 2015, o álbum "Borning Again", com faixas em inglês. E, recentemente, lançou mais uma produção, que recebeu o mesmo nome da sua turnê mundial, "360º", com músicas em inglês, espanhol e francês. Para o artista, a música o conduz, e, para ele, esta é uma forma de levar luz a quem precisa. Ao ser questionado com relação às suas letras, relata que elas trazem um pouco da sua experiência de vida. Leitor da Bíblia, algumas melodias fazem conexões com o Evangelho, mas sem conotações a alguma religião. "Quando eu canto, desejo passar uma mensagem que remeta à realidade a fim de transmitir uma lição de vida. Não propago religiões, mas a importância da fé, que é a base de tudo. É necessário acreditar na vida, ser ousado e perseverante", finaliza. Acompanhe a trajetória do artista no site www.jesushed.com.