Prestes a completar seu primeiro aniversário, em 1º de setembro, a Academia Mogicruzense de História, Artes e Letras (AMHAL) iniciou, no último sábado, um ciclo de homenagens aos patronos. Um dos primeiros foi Odmar Amaral Gurgel, o Maestro Gaó, que teve sua obra revisitada pelo acadêmico Luiz Augusto Vianna do Rio.
Neste sábado, a partir das 9 horas, o anfiteatro da Universidade Braz Cubas (avenida Francisco Rodrigues Filho, 1.233, Mogilar, Mogi), será palco de mais uma Sessão Magna. O ciclo se encerrará no próximo sábado, dia 19. Mais informações no Facebook da AMHAL.
No evento de amanhã, gratuito e aberto ao público, o acadêmico Ismael D. Veiga Mendonça destacará Maria José Martins de Camargo; Cláudio Ferreira dos Santos falará de Isaac Grinberg; Glauco Ricciele Ribeiro, que também preside a AMHAL, resgatará a obra de Amália Tereza Manna de Deus, e Vera Lúcia Meira Magalhães, vice-presidente da Academia, homenageará sua mãe, Nyssia Freitas Meira.
Os patronos foram escolhidos entre personalidades das áreas de Artes, História e Letras de Mogi. "Esta iniciativa é importante para mostrar para Mogi a história destes cidadãos, o que eles fizeram em prol da cultura da cidade. Depois pretendemos reunir as biografias para um futuro livro", explica o presidente da AMHAL.
O desafio deste resgate cultural é ainda maior para Vera Lúcia. "Não vejo só essa mulher que se dedicou à cultura. É uma mistura de mãe e profissional, que realmente fez a diferença na cidade. Foi difícil rever as coisas dela. Achei coisas bonitas como um caderninho de quando ela tinha oito anos", conta. Vera deve ter a companhia da família para a leitura de trovas feitas por Nyssia na homenagem deste sábado.
Formada em Língua e Literatura Francesa pela Aliança Francesa e pela Universidade de Nancy (França), e também em Línguas Neolatinas, Ciências e Letras, a professora Nyssia Freitas Meira nasceu em Mogi em 24 de julho de 1927 e faleceu em 2014. Especialista na língua portuguesa, era colunista do jornal Mogi News e colaborava com os suplementos infantis do Grupo Mogi News de Comunicação.
"Ela foi muito produtiva na literatura, fez 40 livretos do tipo ABC, como sobre Bertioga e Botyra Camorim; e muitos livrinhos de trovas e sonetos. Era uma poeta de mão cheia, fora sua atuação como professora que foi excepcional. Na década de 1980, criou o Centro de Estudos Folclóricos e foi presidente do Centro Mello Freire de Cultura", lista Vera Lúcia, que também encontrou nos guardados da mãe quatro livretos praticamente prontos para serem publicados.