A quarta edição da Feira Literária Serra do Itapety (Flisi) começa a ser planejada pelo grupo Entremeio Literário, com a expectativa de repetir o sucesso de 2016. A iniciativa, programada para o mês de novembro, tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultural. "Nós terminamos o ano já com interessados em parcerias que foram propostas no evento, então, com certeza, a feira em 2017 vem mais forte do nunca. A gente acredita que é um evento que veio para ficar no calendário da cidade e crescer junto com Mogi", comemora Carla Pozo, que coordena o grupo literário.
A expectativa é que a duração do evento, que destaca não apenas a literatura, como outras manifestações artísticas, incluindo dança, teatro, cinema, música e artes plásticas, seja ainda maior, como ocorreu no ano passado, quando teve início no dia 6 de novembro e terminaria no dia 13 do mesmo mês. Enquanto a primeira edição, durou apenas um dia, e a segunda, cinco dias.
"A Flisi vinha com uma proposta diferente que é o 'invadindo a cidade', com ações em vários pontos de Mogi. O que era para acontecer em oito dias, que já era um grande avanço, acabou se ampliando", conta. A feira se estendeu até o dia 23 de novembro e contou com a parceria da Universidade Braz Cubas, conquistada depois de uma palestra que seria ministrada por Nelson Albissú, mas por conta da doença do escritor foi realizada pelo grupo.
Entre as sugestões de ações a serem realizadas, surgiu a ideia do painel literário no Facebook, na forma do 1º Concurso de Contos e Poesias da Flisi. "Foram dez dias de inscrições com divulgação apenas na rede social e na Imprensa, e nos surpreendemos com mais de 70 participantes de todo o Brasil. O livro já está pronto e as pessoas podem conhecer estes trabalhos", ressalta Carla. Com o título "Eu Conto - Contos e Poesias", o projeto foi coordenado por Sheila Kuno. A obra pode ser adquirida no site Clube de Autores, através do link https://www.clubedeautores.com.br/book/223817--Eu_Conto#.WIZHSVMrLIW.
Aceitação
Outro destaque do evento, segundo a coordenadora do Entremeio, foram as ações voltadas para diferentes faixas etárias e a aceitação do público nos espaços utilizados, como o Centro Cultural de Mogi das Cruzes, a Pinacoteca, o Centro de Cidadania e Arte (Ciarte), o Casarão do Carmo, escolas da rede municipal e estadual, e a Livraria Boigy.
"O que mais me emociona na Flisi é que se trata de um evento de ocupação da cidade, um evento que não tem verba, que é totalmente voluntário, e as pessoas se manifestam querendo participar, com vontade de atuar em favor da cultura mogiana, desse incentivo à leitura", finaliza Carla.