Hoje, o Casarão do Chá, em Mogi das Cruzes, que já é conhecido pela promoção de eventos diferenciados, será sede para mais uma realização exclusiva. Por três domingos, sempre das 9 às 17 horas, o espaço vai oferecer ao público a exposição e venda de miniaturas.
A iniciativa é de um grupo de miniaturistas, formado por diversos artesãos, que têm no acervo miniaturas relacionadas principalmente com o mundo das "dollhouses" - termo britânico que designa casas de bonecas. O Casarão do Chá fica na Estrada do Chá, cx. 05, Cocuera. A entrada é gratuita. 
O grupo que traz a exposição a Mogi já teve a oportunidade de participar de diversas feiras e eventos internacionais, principalmente nos Estados Unidos e Europa, representando o Brasil em mercados onde a arte das miniaturas é conduzida com muita seriedade e profissionalismo. Os artesãos que compõem o grupo de expositores são Silvana Napolitano, Ivani Grande, Vivian Bick, Flávia e Valéria de Oliveira, Regina e Anna Helena Fiore, Pepp Assis e Orson Luís.
As miniaturas "dollhouses", como explica o grupo, são as mais usadas dentro do padrão internacional. Este padrão é o 1:12, por meio do qual uma medida do mundo real é reduzida 12 vezes, para manter a escala e a uniformidade. Logo, se no mundo real um objeto mede 12 centímetros, sua miniatura terá apenas um centímetro de diâmetro. Esta divisão por 12 provém da medida imperial utilizada na Inglaterra, onde o hobby se consagrou. Lá, o "foot" (pé), que é unidade de medida, tem exatamente 12 polegadas ("inches").
A prática de fazer e colecionar miniaturas remonta à pré-história. Em vários sítios arqueológicos pelo mundo, foram encontradas estátuas e utensílios em miniatura, que não se tratavam de brinquedos. Entre 1600 e 1700, o hábito se tornou um hobby cultivado entre os nobres, com um grau elevado de perfeccionismo. Com móveis e objetos específicos, eles tinham por costume exibir suas coleções preciosas de miniaturas, adquiridas dos mais exímios artesãos, das mais diversas partes do mundo.