Jair Oliveira deu início à sua trajetória na música ainda criança, aos seis anos de idade, quando cantou "Deus Salvador" no álbum de seu pai, Jair Rodrigues, e depois não parou mais. A carreira, no entanto, não se resume apenas em cantar, já que Oliveira é também multi-instrumentista, arranjador, produtor musical e compositor.
Sobre a inspiração para suas músicas, ele diz que vem de vários lugares. "Eu não tenho um método de composição muito definido e acabo também não sabendo explicar como é que eu faço, mas digo que vem de lugares especiais, das coisas que eu leio, dos filmes que eu vejo, das conversas que eu escuto, das pessoas com quem convivo, vem muito das pessoas que eu amo, as pessoas da minha família, principalmente minhas filhas e minha esposa", revela.
Para Oliveira, é preciso estar aberto para poder entender a inspiração. "Ela vem em forma de sonho, em forma de pensamento, de raciocínio, enfim, tem vários jeitos de você ativar a inspiração e a criatividade. Todos nós somos seres criativos, nós só precisamos prestar atenção nisso. A inspiração para música vem sempre de lugares muito bonitos", conta.
Quando questionado sobre o significado de suas canções, o músico é categórico em dizer que isso é algo bastante relativo. "A música é um negócio muito subjetivo. Eu acho que uma música que não significa nada para alguém pode ser o cúmulo da emoção para outra pessoa. Então tem essa coisa mágica de não ter regra, e isso é o interessante", afirma.
De acordo com ele, muitas vezes as pessoas nem entendem a emoção da música. "Você muitas vezes não sabe explicar porque se emociona com uma canção, e com as minhas músicas acontece a mesma coisa. Tem canção que eu faço e eu acho que não vai emocionar tanto as pessoas e acaba emocionando, se transformando em música para vários casais, e música da vida de muita gente. Eu fico sempre maravilhado com esse poder. Isso é mágico", finaliza. (K.C)