Uma viagem no tempo bem intimista, descontraída, cheia de alegria e emoção. É assim que Jair Oliveira define o seu show "Jair Oliveira, 30 Anos de Carreira", que chega em Mogi das Cruzes amanhã para encerrar o Festival de Inverno Serra do Itapety. A apresentação será no Teatro Vasques (rua Dr. Corrêa, 515, centro), às 20 horas. Os ingressos, trocados por brinquedos novos, esgotaram na manhã de ontem.
No show, que reúne canções de todas as fases de sua carreira, o músico, compositor e multi-instrumentista mistura em seu repertório composições suas; de seu pai, Jair Rodrigues, e músicas do grupo Balão Mágico, do qual fez parte. "Essa fase, do Balão Mágico e da minha dupla com a Simony, é uma parte da minha história que muita gente sempre quer ouvir nos shows, e que nem sempre eu apresentava, então essa é uma oportunidade", convida.
Para ele, a parte mais marcante da apresentação é justamente o show em si, já que cada pessoa presente na plateia reage de um jeito diferente. "Tem pessoas que se emocionam muito ao me ver cantando alguma música do meu pai, outras podem se emocionar lembrando da época do Balão, e outras ainda acabam se emocionando com alguma música nova, então é difícil dizer qual o momento mais especial do show. É uma troca de energia com a plateia, e é sempre uma energia muito boa".
E por falar no saudoso Jair Rodrigues, o show é também uma homenagem a este músico que sempre o influenciou. "É uma celebração à minha carreira e obviamente acaba se tornando uma grande homenagem ao meu pai, pois eu resgato várias fases da minha vida e em todas elas teve uma influência muito grande dele. Eu acabo incluindo músicas da carreira de Jair Rodrigues para mostrar como ele me influencia e vai continuar me influenciando para o resto da minha vida", destaca. Para o músico, trata-se de uma celebração à música e à alegria, sem tristeza. "Mesmo quando eu faço essa homenagem ao meu pai, é sempre com muita leveza", conta.
"Tem um momento muito interessante, quando eu canto 'Majestade o Sabiá', e eu acabo retomando algo que meu pai sempre fazia nos shows, que é ir para junto do público, abraçar as pessoas, e acaba sendo um momento bem bacana, mágico, uma energia especial", revela Oliveira.
Música sempre
Como filho de um dos músicos mais consagrados da música brasileira, Jair Oliveira, antes conhecido como Jairzinho, tem a música em seu DNA. "O amor pela música veio mesmo antes do berço, acho que veio do ventre. Se eu não fosse músico, eu realmente trabalharia com alguma coisa que tivesse a ver com arte, já que gosto muito de fotografia e cinema", destaca.
Mesmo assim, o compositor não consegue se imaginar em outra carreira. "Eu nem penso muito nisso. A música me completa tanto, e eu tenho a minha vida tão regada por ela que nem me imagino fazendo outra coisa. Dou graças a Deus por ter a música em minha veia, que veio como herança, mas pela qual eu desenvolvi uma paixão muito grande".
O músico conta que uma vez seu pai deu uma resposta que considerou "sensacional" para esta pergunta. "Estávamos em família e alguém perguntou sobre isso e ele respondeu 'eu ia tentar ser'. Então eu vou com ele, se eu não fosse músico, eu tentaria ser", relembra.