Formado por dois jovens músicos e instrumentistas mogianos, João Yrapoan, de 16 anos, e Kelvin Canhoto, 18, que apostam na música popular brasileira e nos ritmos das comunidades tradicionais de matriz afrobrasileira - coco, samba, forró, boi bumba e cantos aos orixás - assim surgiu o Flores dos Baobá. Acompanhados de dois músicos radicados em Mogi, Memeu Cabral (percussão e direção musical) e Arthur Jorge, eles apresentam neste sábado, às 20 horas, seu primeiro show no Galpão Arthur Neto, fazendo uma pequena homenagem a Vinicius de Moraes e Baden Powel.
Os ingressos têm o valor de R$ 20, com meia-entrada para professores, estudantes, classe artística e maiores de 60 anos. O espaço cultural fica na avenida Fausta Duarte de Araújo, 23, Jardim Santista, Mogi das Cruzes. Mais informações pelo telefone 3433-9841, pelo e-mail
[email protected] ou na fan page Galpão Arthur Netto.
Em sua curta história, o Flores do Baobá fez uma participação especial, em 2015, no Encontro de Domingo do grupo Jabuticaqui, coletivo do qual João Yrapoan também faz parte, como percussionista e intérprete. João, inclusive, tem em sua história e formação as referências do seu tio sambista Yrapoan Jr. e dos artistas Meyson e Memeu Cabral. Individualmente, ele tem feito participações especiais em shows de artistas parceiros da região, e também fez sua primeira apresentação solo, no show "Quintal em Brasa", realizado no mês de abril, no Casarão da Mariquinha.
Kelvin Canhoto, por sua vez, é violonista, professor de musicalização e estudante de violão popular na Escola Municipal de Música da Cidade de São Paulo (Emesp). Em sua trajetória, participou de shows, saraus, dentre outros. Artur Jorge, que toca baixo, violão, guitarra, percussão e bateria, e Memeu Cabral, experiente e criativo percussionista sergipano radicado em Mogi e que faz parte do grupo musical Oriki, completam o show.
Estreia
A apresentação contará com a participação especial do sanfoneiro Tiago Nepomuceno e das cantoras Ângela Caetano e Erica Godoi. A direção musical é de Memeu Cabral. São músicos que fazem parte da história e da formação musical do grupo e de seus integrantes.
A escolha do nome do grupo reforça as intenções e o compromisso desses jovens com a musicalidade e a batida dos tambores que ecoam a afrodescendência brasileira. O nome é inspirado numa flor de beleza rara que nasce em uma árvore, o "baobá", presente no território africano e que representa a força do povo deste continente.
O grupo Flores do Baobá chega para difundir a boa música brasileira e manter vivos a tradição e o respeito à ancestralidade negra na cultura brasileira.